USP, Unesp e Unicamp em greve - As três grandes estaduais paulistas em luta

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Os trabalhadores das três grandes universidades estaduais de São Paulo – USP, Unesp e Unicamp – estão em greve desde o dia 5 de maio. Eles mantém-se firmes em suas reivindicações de reajuste salarial, e reposição das perdas dos últimos anos e o fim das perseguições da reitoria e da gerência Serra   (PSDB) aos trabalhadores em luta.

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Funcionários, professores e alunos unidos na luta se mobilizam em frente à USP

Desde a deflagração da greve, reuniões e assembleias unificadas debatem o fortalecimento e a continuidade do movimento.  Esta é a sétima greve deflagrada pelos trabalhadores da USP desde o ano 2000. São anos seguidos de lutas e resistência dos trabalhadores contra desrespeitos e tentativas de corte de direitos por parte das reitorias e gerências.

As principais reivindicações da greve são:

  • Isonomia no reajuste salarial entre funcionários e professores (desde que os docentes receberam 6% de aumento em fevereiro, após uma longa jornada de greves e agitações, os funcionários se motivaram a seguir o mesmo caminho de luta);
  • Reposição de 16%, referente às perdas com a inflação — mais uma parcela fixa de R$ 200,00;
  • Além das reivindicações salariais, as demais pautas das assembleias e negociações com a reitoria incluem a readmissão de Claudionor Brandão, ex-funcionário e ex-diretor do Sintusp, perseguido e exonerado arbitrariamente devido à sua luta junto aos trabalhadores da USP; o fim dos inquéritos policiais e processos decorrentes das ocupações de 2007 e o fim da crescente terceirização de funcionários.

Cronologia da luta

  • A greve, deflagrada inicialmente pelos funcionários da Universidade de São Paulo – USP, contou logo nos primeiros dias de luta com a adesão da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp e Universidade Estadual Paulista - Unesp. O movimento, que já caminha para o seu terceiro mês, vem conquistando a crescente adesão de trabalhadores e estudantes.
  • No dia 6 de maio a Escola de Comunicações e Artes (ECA) foi fechada com um cadeado, gerando grande repercussão.
  • "Não há prédio que não possa ser trancado nem reitoria que não possamos ocupar" – pronunciou o Sintusp em comunicado.
  • No dia 11 a rua Itapeva, no centro da capital, foi fechada por mais de 800 manifestantes entre professores e estudantes
  • No dia 18 de maio cerca de 500 funcionários da USP, Unesp e Unicamp realizaram novo protesto na rua Itapeva bloqueando o trânsito
  • Na manhã do dia 25 de maio mais de 200 pessoas — entre trabalhadores e estudantes - reuniram-se em frente ao prédio da reitoria da USP e bloquearam seus acessos, até que fosse retomada a negociação com os grevistas.
  • No dia 4 de junho o Reitor Rodas anunciou uma medida autoritária tomada em conjunto com a gerência Serra (PSDB) que determinava o corte do salário dos trabalhadores em greve.
  • No dia 8 de junho trabalhadores e estudantes ocuparam a reitoria da  USP. Eles utilizavam capuzes para cobrir os rostos para impedir sua identificação e futuras perseguições.
  • A greve se estendeu a diversos campi, paralisando parcial ou totalmente os cursos de Odontologia, Direito, Comunicação, Artes, Farmácia,  Química, a Coordenação de Assistência Social, e os campi de São Carlos, Piracicaba, Bauru, Pirassununga e Ribeirão Preto.
  • No dia 17 de junho os trabalhadores em greve ocuparam a entrada principal do campus Butantã da USP e fizeram um piquete impedindo a entrada de pessoas na Universidade em protesto contra o corte arbitrário de salário dos funcionários de São Paulo e Ribeirão Preto determinado pelas reitorias e gerência de turno estadual. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da USP – Sintusp, 1.600 funcionários não receberam pagamento referente aos dias parados.
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Reitoria e gerenciamento Serra (PSDB)
cortam salário de grevistas gerando revolta

Mais de uma década de perdas

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas – Cruesp – se reúne anualmente para definir o reajuste em maio. Na última década,os trabalhadores deflagraram suas lutas sempre nesta época do ano. O conselho propôs 6,57%, enquanto os trabalhadores denunciam que o cálculo da inflação acumulada nos últimos anos supera tremendamente este valor.

Os trabalhadores em greve prosseguem na luta enfrentando perseguições e represálias, como o arbitrário corte de pagamento nos dias parados. Até o fechamento desta edição, as mobilizações continuam e a determinação dos trabalhadores em greve é manter a paralisação até que a reitoria aceite os termos propostos para a negociação, os dias parados sejam pagos e as suas reivindicações sejam atendidas.

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