Os povos do mundo contra a Usaid

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Não é de hoje que a Agência para o Desenvolvimento Internacional, vulga Usaid, órgão do imperialismo ianque subordinado à CIA, esmera-se ao redor do mundo em tarefas contrarrevolucionárias, de sabotagem, ingerência, desestabilização e dominação econômica e cultural, sempre sob o manto do "fomento" a toda sorte de alegadas benesses às nações onde atua.

http://www.anovademocracia.com.br/68/16-a.jpgExemplo disso foram os lesivos acordos entre o ministério brasileiro da Educação e a famigerada agência do USA celebrado durante o período do gerenciamento militar em nosso país, posteriormente reforçados pelas sucessivas falanges políticas que se alternam no gerenciamento do velho Estado, todas elas acobertadas pela farsa da "democracia" do tipo burguesa. Acontecimentos recentes protagonizados pelos povos em luta, entretanto, vêm contribuindo para pôr a máscara da Usaid abaixo, escancarando sua intrínseca ligação com o processo em curso de repartilha do mundo.

O episódio mais retumbante desta escalada aconteceu no início de julho, no Afeganistão, com uma espetacular ação da resistência contra os escritórios da empresa ianque Development Alternatives Inc. (DAI), contratista da Usaid, na cidade de Kunduz, no norte do país.

Um carro bomba foi detonado na entrada do edifício utilizado como base de operações pela empresa, que é especializada em "consultoria" e à qual foi repassada a tarefa de "execução de projetos e desenvolvimento comunitário no Afeganistão" (leia-se: auxílio às políticas vende-pátria da gerência fantoche de Hamid Karzai e criação das condições para que companhias de outros setores se instalem para explorar o chão e o povo do país), com um contrato de US$ 50 milhões assinado com a Usaid.

Seis "homens-bomba" também se lançaram contra o prédio e outros cinco insurgentes invadiram o local a tiros e granadas. A resistência anunciou 55 baixas entre os civis estrangeiros a serviço da ocupação imperialista, cujos porta-vozes admitiram apenas quatro mortos e 20 feridos entre os seus.

Bolivianos escorraçam a Usaid

Em abril, um funcionário da DAI já havia tombado morto na cidade de Kandahar, e em dezembro de 2009 outros cinco empregados desta empresa capataz da Usaid foram pelos ares em outra explosão com carro-bomba na cidade de Gardez, no mesmo dia em que explodiu também uma bomba na frente dos escritórios da mesma empresa ianque na capital afegã, Cabul.

A ofensiva da resistência afegã contra esta famigerada companhia, que abocanha alguns dos maiores contratos oferecidos pela CIA-Usaid pelo mundo a título de "ajuda internacional", pode inspirar outros povos do mundo a expulsá-la do seu chão. Na América Latina, por exemplo, a odiada DAI está presente do México ao Brasil, infiltrada em El Salvador, implicada no voo dos abutres sobre o Haiti destruído, interferindo nos assuntos de Cuba, mancomunada com a gerência do Peru e fomentando tudo o que interessa ao imperialismo em países como Venezuela e Bolívia.

O povo boliviano, aliás, parece não precisar de inspiração. Na semicolônia gerida por Evo Morales, a população de dois municípios amazônicos escorraçou a Development Alternatives Inc. das suas terras em 2009. O gerente Morales agora anda vociferando contra a Usaid, dizendo que a agência ianque está infiltrada em movimentos sociais ligados aos índios e ameaçando expulsá-la do país, em cacarejo que se inscreve na luta interna por hegemonia, e não na luta contra o imperialismo (da qual Evo não faz parte), feito às vésperas da assinatura de um acordo entre sua gerência e a administração Obama com vistas a "retomar" as relações entre La Paz e Washington.

Em Honduras, o povo sabe que o golpe contra o ex-presidente Manuel Zelaya foi levado a cabo sob a coordenação de Jacqueline Foglia Sandoval, hondurenha formada em Nova Iorque, ex-funcionária do setor de Defesa da embaixada do seu país em Washington, e chefe do departamento de relações internacionais da universidade Zamorano, instituição financiada pela Usaid que forma quadros para o agronegócio. A resistência hondurenha denuncia também que a Usaid e ONGs europeias deram-se as mãos para a empreitada de difamar alguns dos quadros mais combativos do país.

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