PM de Cabral dispara contra mulher grávida

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Abatidos, Sandra e Sebastião deixam o hospital

No dia 12 de julho, a auxiliar de enfermagem Sandra Elias da Silva Pires, de 44 anos, grávida de oito meses, foi baleada por policiais do 3º BPM (Méier) no bairro do Engenho da Rainha, zona Norte do Rio de Janeiro. Ela estava no banco do carona do carro de seu companheiro de trabalho. Eles iam em direção ao bairro Thomaz Coelho, quando Sandra abriu a porta para pegar seu celular que havia caído dentro do carro. Policiais que passavam pelo local abriram fogo contra o carro a uma distância de 10 metros, atingindo-a no braço direito e na altura dos olhos.

Seu companheiro de trabalho Sebastião Fortunato, disse que Sandra foi vítima de uma covardia.

Assim que a Sandra abriu a porta, eles começaram a atirar. Foi uma covardia, não tinham motivo para isso. Não tinha troca de tiros no local, como os PMs disseram. Só foram disparados tiros do carro da PM. Nós não passamos no meio de um tiroteio, tanto é que a perícia já constatou isso, pois só o lado do carona do carro está crivado de balas. Não tem nenhuma marca de tiro, inclusive na porta da garagem onde estavam os policiais. Eles ficaram meio atônitos, sem saber o que fazer. Por sorte estamos vivos, mas quem vai pagar por esse trauma?pergunta Sebastião.

— Meu celular caiu e o Sebastião reduziu a velocidade e parou perto da empresa de ônibus Braso Lisboa para eu pegar, porque ali tem mais claridade. Logo em seguida eu senti o tiro no meu braço e falei para ele arrancar com o carro porque eu tinha sido atingida. Eu não esperava que pudesse ser baleada só por abrir a porta de um carro. Eles dizem que atiraram contra um carro suspeito, mas não tinha nada no local. A rua estava deserta — disse a auxiliar de enfermagem.

Traumatizada e ainda muito abalada, a auxiliar foi encaminhada ao hospital Salgado Filho, onde não havia oftalmologista de plantão para tirar os estilhaços alojados na região dos olhos. A PM cinicamente tentou se desculpar pelo absurdo alegando que “um carro com criminosos passou atirando pelo local, onde estava uma viatura, e os policiais reagiram”.

O caso mais uma vez foi abordado pelo monopólio dos meios de comunicação como um equívoco da PM, enquanto que, na verdade, trata-se apenas de mais uma demonstração do sadismo desse Estado sanguinário, que aumenta a cada dia o contingente das polícias para atacar as massas com todas as armas de que dispõe.

— Eu classifico a sociedade carioca como vítima desse sistema que eu não sei onde vai parar conclui Sebastião.

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