Está sobrando emprego?

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Mais uma vez a mentira e a hipocrisia reinam quando se trata do desemprego no Brasil, e quem paga o pato é o trabalhador desempregado nas mãos dos empresários ardilosos e das agências de emprego inescrupulosas, com as "bençãos" do governo do ex-sindicalista Luiz Inácio. 

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Se recuperarmos um pouco da recente história, ainda nos anos 70 vemos que Luiz Inácio iniciou seu trabalho nas indústrias automobilísticas da região do ABCD – SP depois de um curso de formação de torneiro mecânico associado à finalização do ensino fundamental (antiga 8ª série do ginásio).

Neste período, tempos do regime militar, o imperialismo ianque, preocupado em preservar a hegemonia de suas empresas e inundar o país de indústrias, utilizava a força de trabalho dos camponeses recém-expulsos de suas terras pelos milicos e latifundiários.

Os migrantes do Nordeste e do interior do país tomaram as grandes cidades em busca das muitas ofertas de emprego anunciadas e, concomitantemente, as "escolas de formação profissional e formatação ideológica" como o sistema S (Senai, Senac, entre outras) foram estrategicamente incumbidas de "formar e adestrar" os trabalhadores, como ocorre até hoje.

No mesmo período, às custas de incentivos fiscais, transnacionais impingiram ao congresso sob os militares uma lei de treinamento e formação de trabalhadores (lei 6972), revogada na gerência Collor.

Agora, enquanto a gerência FMI-PT festeja o resultado do PIB e classifica como "exuberante" o desempenho da economia no primeiro semestre de 2010, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recomenda à gerência de turno que "pise no freio", citando entre os diferentes motivos para a tomada dessa atitude a "falta de mão de obra qualificada nas empresas".

Esses tecnocratas a serviço do imperialismo se esforçam para garantir às corporações transnacionais o céu de brigadeiro para a exploração do povo brasileiro e ainda transferem a culpa do desemprego para os próprios trabalhadores, que não estão capacitados a assumir as vagas "abundantes" no chamado "mercado de trabalho".

Em troca dos salários miseráveis (cerca de dois salários mínimos para funções com qualificação), exigem que o trabalhador tenha habilidades que devem ser aprendidas por sua própria conta(cursos técnicos ou de área específica, conhecimento de idiomas,  de informática, entre outros), ou seja, o operário tem que se apresentar pronto, formado e informado na porta da fábrica, nos bancos ou no comércio formal.

A falsidade e o fingimento de intenções param em outra informação relevante. O DIEESE, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, afirma em suas pesquisas que o nível de desemprego continua "relativamente estável", ou melhor, "a taxa de desemprego total pouco se alterou (de 13,4%, em março, para os 13,3% em maio)" nas diferentes regiões metropolitanas do país.

Ainda que esta estatística seja ilustrativa das mentiras dos gerentes de turno, há imensas razões para crer que o desemprego é muito maior que o divulgado, uma vez que os dados são coletados pela procura de emprego nas grandes cidades, ou seja, quem não procura emprego não é dado como desempregado, o que deixa de fora das estatísticas os milhões de trabalhadores que hoje trabalham como vendedores ambulantes, prestadores de serviço informais, diaristas, etc., que têm que matar um leão por dia na batalha pela sobrevivência de suas famílias. Mais desesperadora ainda é a situação dos trabalhadores nessas condições em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, que convivem com o risco constante de ter suas mercadorias roubadas e até de serem presos pelos agentes do velho Estado e seus "rapas", além dos "choques de ordem" fascistas.

A verdade é que enquanto os calhordas dos grandes empresários, os banqueiros e capitalistas de plantão se afogam nos lucros cada vez maiores divulgados em seus balanços, o trabalhador continua desempregado, humilhado em imensas filas nas portas das agências de emprego, "implorando" por uma oportunidade nos corredores dos "recursos desumanos" das fábricas e empresas das cidades.

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