Jogos Olímpicos de 2016 - O que o Massacre de Tlatelolco tem a nos ensinar?

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Em 1968 no México, há dez dias do início das Olimpíadas que ocorreriam na capital mexicana, tanques, metralhadoras e atiradores de elite cercaram a Praça das Três Culturas, em Tlatelolco, e abriram fogo contra a multidão. Mais de 300 pessoas foram covardemente assassinadas, alguns falam em mais de mil mortos, centenas foram espancados e foi imposto o terror contra os que ousavam protestar em meio aos Jogos Olímpicos.

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Grandes manifestações evocam os estudantes assassinados

A Matança de Tlatelolco, como o episódio ficou conhecido no México, pode nos dar uma importante lição sobre o que os governos são capazes de fazer para manter a aparência de controle social nos períodos que antecedem os Jogos Olímpicos ou outro evento internacional qualquer. A invasão das favelas cariocas com a justificativa de "pacificação" demonstrou o primeiro esforço nesse sentido. Como tropas de um exército inimigo, impuseram o terror, romperam com qualquer resquício de legalidade, invadiram casas, roubaram, extorquiram, destruíram. É claro, como sempre, "todos os mortos eram traficantes". Tudo com o apoio incondicional da imprensa e da manipulação do sentimento de insegurança.

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