Maquiagem no Sambódromo expulsa famílias

Na manhã do dia 25 de abril, funcionários da prefeitura do Rio de Janeiro foram até a favela do Sambódromo, ao lado da Marquês de Sapucaí, para remover os moradores. O destino das famílias que aceitaram sair foi o condomínio Oiti, em Senador Vasconcelos, a dezenas de quilômetros do local. Descontentes, muitas famílias resistiram à remoção. A maioria dos moradores reclama das péssimas condições de habitação dos apartamentos do projeto Minha Casa Minha Vida no Oiti, oferecidos pelos gerenciamentos de turno como única forma de indenização. A remoção da favela do Sambódromo faz parte do projeto da prefeitura de "revitalização e ampliação" da Marquês de Sapucaí até o carnaval de 2012.

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Moradores há décadas ao lado do Sambódromo são ameaçados de remoção

Dias antes da remoção de uma parte das famílias que vivem na favela do Sambódromo, a reportagem de AND esteve no local para ouvir os moradores que resistem. O objetivo das famílias seria permanecer no local, ou lutar por uma alternativa habitacional que não altere as suas rotinas, já que os condomínios oferecidos pelos gerenciamentos de turno em Senador Vasconcelos, além de estarem a 60 quilômetros do Sambódromo, não possuem escolas, hospitais ou bancos nas proximidades.

Em 1996, nós já estávamos aqui há muito tempo, já tínhamos a posse desse terreno. A dona do terreno tentou esbulhar a nossa posse e, através da defensoria pública, nós entramos com um pedido de manutenção de posse. Como a indenização que ela teria que nos pagar era muito alta, ela preferiu deixar o terreno conosco.

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