Caminho de Bagdá: O cadafalso dos bandidos imperialistas

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Às 5h30, hora de Bagdá, de 29 de março as hordas anglo-ianques iniciam os bombardeios sobre o povo iraquiano, o que anunciam tratar-se do início da segunda guerra contra o Iraque.

A pretexto de que é imprescindível destituir o presidente Saddam Hussein — aquele que se recusa a colaborar, oprime seu povo e representa um imenso perigo para as nações — é perfeitamente legal fazer desabar sobre as cidades do Iraque toneladas de mísseis, assim como mera coincidência é o fato desses artefatos atingirem pontos de aglomerações de civis, destruindo centenas de vidas. Ávida de espetáculos de morticínio, a imprensa do imperialismo mundial segue exibindo cadáveres e escombros de mercados, escolas, hospitais e casas. Tudo se transformou em alvo, inclusive a casa onde viviam a esposa e as filhas do presidente — também comandante-em-chefe das forças armadas iraquianas. Às vítimas cabe qualificar de terroristas, e não a coalizão imperialista, afirmam as redes televisivas e os jornais.

Além da população civil, igualmente são atingidos pelos "mísseis inteligentes" os próprios territórios e posições aliadas, distantes milhares de quilômetros dos alvos originais.

A coalizão imperialista não pode voltar atrás

Há meses (desde quando o massacre era uma ameaça), nas ruas de todos os Continentes os povos vêm protestando contra a agressão imperialista. Indiferentes aos seus clamores — até mesmo aos bem comportados protestos saídos dos fóruns internacionais da social-democracia — as frações das classes mais reacionárias da Inglaterra e, principalmente, do USA, a ninguém ouvem. Dividem o botim, decidem quem governará, como será a economia do Iraque, e seguem lançando ameaças aos outros países.

A coalizão capitaneada pelo USA atormentou o Iraque meses a fio. Expediu ordens à ONU para que inspetores espionassem os arsenais militares, sob a acusação daquele país dispor de armas de "extermínio em massa" (nunca encontradas), e impuseram ao exército iraquiano a diminuição do alcance de suas armas de defesa — até se certificarem que, tecnicamente, o exército daquele país não disporia de um único engenho capaz de resistir às agressões. Finalmente, sentiram-se encorajados a inaugurar a sua grande feira de armamentos e a temporada de exibições de técnicas para o genocídio.

Altas e baixas na Bolsa em diversos países podem servir de fundamento, menos para alegar imparcialidade. O Estado turco, caso envie soldados contra o Iraque, estará desguarnecido porque, naquele país, os revolucionários ampliarão rapidamente suas bases de apoio. O governo espanhol é a favor, mas antes fosse contra. O papa lamenta. Também deplora os acontecimentos aquele que foi eleito presidente, mas que prefere ser operário padrão do FMI. Dos membros da Comissão de Segurança da ONU, os mais importantes declinam do convite à grande rapina. O "democrático" Estado francês recusa-se a fornecer doações à coalizão, alegando ter grandes problemas de administração em suas colônias, já que uma revolução se alastra pela Costa do Marfim e em outras áreas africanas colonizadas pela França. A Alemanha critica. A Rússia menciona haver problemas em seus escritórios e fábricas, enquanto a China, até hoje assoberbada, tendo que assassinar maoístas todos os meses, da mesma forma condena os ataques ao Iraque. O primeiro-ministro inglês está na iminência de perder o emprego. Os "falcões" encontram-se em apuros e sofrem reprimendas mais pesadas no USA.

A reversão das expectativas

Até o momento, não aconteceram as deserções esperadas no oficialato do Iraque e nenhuma quinta-coluna revelou competência para apunhalar o povo iraquiano. A guerra, que terminaria em poucos dias, teve o prazo de conclusão dilatado, avisam desconsolados os centuriões.

Surgiram problemas técnicos. Inicialmente, os superpotentes mísseis Tomahawk que inutilizam sistemas de radar, outros que colhem amostras de ar, tanques com quatro blindagens e autonomia de centenas de quilômetros, etc., não podem entrar em ação contra um exército que absolutamente não faz parte do clube dos grandes.

Despreparados para uma guerra de sofisticação sem precedentes, camponeses acabaram derrubando Apaches Longbow, helicópteros militares de última geração, capazes de alvejar 16 tanques ao mesmo tempo. A ONU se esqueceu de acrescentar à lista de proibições a participação de trabalhadores na resistência que, por sinal, usam fuzis antiquados — mais uma prova de que a guerrilha iraquiana vem adotando atitudes francamente desleais. Também o terreno não é dos melhores e tempestades de areia atingem apenas uma parte dos contendores.

O enxoval de cada soldado ianque comporta vários uniformes, além de diversos apetrechos, entre dúzias de armas como bazucas que lançam bombas termobáricas (penetram em esconderijos subterrâneos), fuzis-metralhadoras e pistolas com sensores. Portam também celulares; microfones; aviõezinhos que saem de suas mochilas para transmitir imagens; capacetes que finalmente se assemelham ao modelo nazista, embora ampliado e mais reforçado, como no filme Guerra nas Estrelas; máscaras; supermunição; superalimentação. Tudo capaz de responder com aproveitamento o aprimorado adestramento que os tornam irascíveis à primeira ordem de comando, etc., etc. Em suma, cada "robocó" desses é uma máquina com tal poder de destruição que, uma vez acionado, um mínimo descuido será suficiente para causar baixas à sua própria coluna. Quanto aos equipamentos que os trazem de volta (como sacos plásticos, e mesmo os ataúdes), não há registros divulgados que revelem maiores sofisticações.

Quem atirou primeiro ?

A supremacia técnica não decide tudo, porém as massas, essas tudo podem. Sempre que o modo de produção se torna decadente, em qualquer época, a técnica é reprimida e passa a servir ao atraso, chegando a se tornar uma ameaça para a sociedade. O que é a técnica nas mãos das grandes corporações privadas, senão um conjunto de procedimentos e destreza de exploração dos povos, de coação, a serviço do regime da ignorância e da bestialidade? Como pode um bando de assassinos ser mais hábil que um povo inteiro? Todo esse equipamento e técnica, dos quais o militarismo ianque não pode se livrar, tendem a se tornar um estorvo para ele próprio. A cada vítima que produz, o imperialismo aprofunda seus estertores.

O USA nunca renunciou aos ataques contra o Iraque com ações ofensivas intermitentes — mesmo depois do "cessar fogo", em 7 de abril de 1991, quando o imperialismo ianque, a Inglaterra e a França, dirigidas pelo USA mandaram que a ONU efetuasse o bloqueio econômico ao povo iraquiano, que ela declarasse áreas de exclusão terrestre e aérea uma parte considerável do Iraque, ao norte do paralelo 36.

Os imperialistas sempre aplicaram políticas definidas em encíclicas macabras, que definem estratégias de extermínio e dominação dos povos mundiais.

Em 1991, a ONU decretou o cessar fogo impondo ao Iraque os termos da resolução 687, através da qual Bagdá abdicou do uso de armas de longo alcance para a sua defesa. Ainda assim, a ONU forçou o país a aplicar parte considerável da receita obtida pelo seu petróleo nas obras de reconstrução, direcionando e limitando as atividades econômicas do Iraque, ao invés de exigir do imperialismo ianque que pagasse à vítima indenizações de guerra. Por fim, os bandidos imperialistas cuidaram de manter cerrada censura nos meios de comunicação.

Em 27 de agosto de 1992 a coligação anglo-ianque instaura uma segunda zona de exclusão aérea, dessa vez ao sul do paralelo 32, proibindo aos iraquianos transitarem ao norte e ao sul de seu próprio país, exclusão que vale apenas para o Iraque. Em 4 de setembro de 1996, inesperadamente, o USA lança duas salvas de mísseis contra os iraquianos. O presidente Saddam Hussein ordena que suas forças abatam todos os intrusos que penetrem na zona de exclusão aérea. No dia 10 de dezembro de 1996, entra em vigor o vergonhoso programa da ONU, Petróleo contra Alimentos, que permite ao Iraque exportar a cada semestre um máximo de dois milhões de dólares de petróleo destinados a suprir em "alimentos e medicamentos sua população". Em 25 de março de 1999, a OTAN dá início ao esquartejamento da Iugoslávia com "bombardeios humanitários" pela estabilidade dos Bálcãs, e à guerra lucrativa, ocupando os povos com questões "nacionais", étnicas, etc., para vencer qualquer resistência revolucionária.

Quando o Iraque proibiu as inspeções da ONU dirigidas pelo ianque Scott Rutter, acusado de espionagem, uma série de intensos ataques aéreos se voltou contra o país durante três dias, operação que a imprensa pró-ianque batizou com o nome afeminado de "raposa do deserto". Em 3 de abril de 2001, o Iraque denuncia que 1.471.425 pessoas morreram depois de agosto de 1990 em consequência das sanções impostas pela ONU.

Em 15 de outubro de 2002, Saddam Hussein recebe 90% de votos num referendo que prolongava o seu mandato.

Houvesse provas de que o governo do presidente Saddam estivesse vinculado ao atentado às torres gêmeas, em 2001, o massacre do Iraque, ainda assim, representaria uma interminável e injustificável vingança.

De fato, não é possível elucidar os crimes do USA analisando fatos isolados, senão o seu comportamento tradicional, as razões historicamente cristalizadas pelo modo de produção que procura desastrosamente manter. Todavia, as maquinações ianques para expandir seus domínios, uma a uma, vêm sendo descobertas.

Dos assassinatos de autoridades progressistas, composições de governos colaboracionistas, às oportunidades para embates de maior envergadura e expropriações territoriais, tudo vêm à tona a seu tempo. Carlos O. Suárez, autor de Justiça Infinita, relata uma sucessão de provocações desde os incidentes do Golfo de Tonkin, em 1964, quando somente quatro anos após ter o Congresso ianque aprovado o bombardeio ao Vietnam do Norte, se deu conta que tudo não passara de uma operação em que lanchas ianques torpedearam seus próprios navios, assassinaram seus compatriotas para obter o consentimento de fazer guerra ao Vietnam. No episódio de Pearl Harbor foram sacrificados militares ianques por ordem do comando em Washington, comprovou-se mais tarde, porque as altas esferas militares também confessaram estar informadas do mês, dia e local em que ocorreria o bombardeio japonês, mas interessava o acontecimento para a deflagração da guerra contra o Japão — mesmo que economicamente ele estivesse nas mãos do USA. A contaminação provocada pelo Antraz é de autoria de grupos diretamente ligados ao governo do USA, provaram definitivamente os cientistas estadunidenses, o que aproximou ainda mais o mundo das provas de que o governo ianque acionara a destruição dos dois prédios no 11 de setembro e o ataque ao Pentágono.

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Agora, o imperialismo erra sempre

O exército ianque comete todos os erros elementares, tanto no campo militar como na diplomacia. Faz guerra sem razão; dizima, ao invés de vencer militarmente; domina, mas não tem aliados internos nem conta com a simpatia dos povos (ao contrário, inflama seu ódio); gasta armas e munições como necessidade de assegurar a circulação do seu capital, mas elas são o seu único argumento, o verdadeiro lastro de sua moeda e, acontece, apresentam muitos e graves defeitos. O pior deles reside no fato de não conseguir ocultar que o povo é o seu maior inimigo. Nesse massacre, o principal objetivo não é a garantia do monopólio do petróleo, tampouco o de conter a alta do euro mas, agora, claramente, se coloca em evidência a necessidade de conter a revolução em todo o Oriente.

Enquanto manobrava seus navios, intrigas e ameaças ao Iraque, ao Irã e à Coréia, e ensaiava o coro para entoar Deus salve a América no embarque de tropas, o USA atacou as Filipinas, perdeu soldados no Afeganistão e requisitou mais 150 mil homens. O exército do USA está mobilizado para atacar o mundo inteiro, dada a impossibilidade de administrar colônias e semicolônias. A guerra é, para ele, um grande investimento; sua lógica. É correto afirmar que a lógica dos imperialistas e de todos os reacionários do mundo, diante da causa do povo, é provocar distúrbios, fracassar, voltar a provocar distúrbios, fracassar de novo, até a sua derrota — e eles nunca vão contrariar esta lógica. Quanto ao povo, também é verdade, este tem que lutar, fracassar, voltar a lutar, fracassar de novo, voltar outra vez a lutar e, assim, até à vitória: esta é a lógica do povo e de igual forma ele jamais abrirá mão dela.

Não há nenhuma guerra virtual, humanitária, batalhas cirúrgicas e nada será parecido a um vídeo game. A nenhum povo agrada esse espetáculo pirotécnico, o show de tragédias, nem mesmo a idéia de que as tropas imperialistas desfilarão pela ruas de Bagdá, que centuriões exibirão a cabeça do presidente Saddam numa bandeja e a ata de rendição na outra. Suas versões nunca serão convincentes, nenhuma delas trará qualquer alento aos povos, porque a mentira é sempre detestável; tampouco lhes despertará qualquer confiança no futuro, porque a existência desse império é a hecatombe que ele mesmo anuncia.

As pessoas, individualmente, são vulneráveis, mas um povo inteiro, não. A guerra de nossos dias não termina nem começa quando o império a quer começada ou encerrada.

O tigre assassino há de virar caça

Relatório qualificado de 24 de março deste ano, dizia que a situação parecia estancada em todas as frentes. Revelava que a coalizão sentia-se exausta, perdera o impulso do ataque, necessitava urgentemente de munição, combustível, reparos e reforços. Também os iraquianos trataram de reagrupar suas forças visando estabelecer novas linhas de defesa. Combates extremamente duros ocorreram em várias cidades, mas nem todas os ianques conseguiram ocupar. Recuaram, próximo ao dia 30, enquanto os iraquianos romperam a formação de combate do USA, causando pânico entre os ianques. Ocorreram emboscadas, blindados e helicópteros vêm sendo abatidos, aviões desaparecidos; prisioneiros, feridos e mortos aumentam a agonia da guerra relâmpago made in USA.

Ao norte, tropas ianques continuam instigando os curdos a apoiá-los na tentativa de capturar Kirkuk.

O presidente Saddam havia prometido que Bagdá seria palco de uma grande resistência. Mas a coalizão, que se preparou para corrigir a estratégia da Wehrmacht em Stalingrado, é traiçoeiramente atacada fora de Bagdá, quando dos buracos, no meio do deserto, continuam saindo iraquianos que destroem comboios e interrompendo a logística em várias frentes. Teria a resistência iraquiana preferido aplicar o princípio de que a história não se repete, a não ser como farsa?

Essa não é uma guerra popular, na acepção da palavra, dado o caráter de classe que dirige a resistência. O USA terá que lançar uso de armas químicas para avançar. Depois, culpará o Iraque. Já no dia 22 de março, no Monte Safwan, quando os ianques invadiram o Iraque vindos do Kwait, para romper a resistência de um posto, não hesitaram em lançar dos caças A/F-18, 20 toneladas de cargas de napalm, conforme publicado no Sidney Morning Herald, da Austrália, uma denúncia assinada pelo repórter Lindsay Murdoch, cujo episódio foi lembrado por Paulo Rezende, no Correio Braziliense, edição do dia 29 de março.

Uma patologia que não se resume à saúde de Bush

A ciência não comporta explicações sobre fatos históricos como resultado da atividade arbitrária dos chefes maiores ou dos lacaios.

É possível comparar a legitimidade das eleições (blefe) do atual presidente do USA com a do presidente Saddam (90% de aprovação); constatar qual deles, no seu país de origem, desfruta de maior prestígio entre o povo; revelar quem é fundamentalista por inteiro (na religião, na economia, na política) e um místico (Bush se entrega às orações várias vezes por dia), lembrando ainda que o Iraque não é um governo teocrático. É válido indagar quem é leviano ao invocar tratamento humano aos prisioneiros de guerra. Guantânamo, por exemplo, pertencente à Cuba, que os ianques invadiram e transformaram em presídio político. Quanto ao tratamento dado aos prisioneiros de guerra, os ianques não os reconhecem como tal e chegam a ponto de isolar as faculdades de recepção sensorial (!) desses prisioneiros. Mas todas essas comparações se resumem a exercícios que não indicam com precisão aquele que faz uma guerra justa e o que promove a guerra injusta — apesar de, em todas essas comparações, haver a obviedade de que Bush (e os de sua laia) é quem deve sentar-se no banco dos réus e receber uma enérgica sentença. O imperialismo é a fase mais podre do capitalismo, etapa em que os monopólios dirigidos por grupos cada vez mais restritos no mundo fazem sufocar a vida material dos povos — e a onipotência desses grupos leva às últimas consequências a exploração e a escravização das nações.

Da mesma forma, a forçada eleição de Bush e sua chegada à Casa Branca não podem encontrar resposta no que parece ser moral ou imoral. A crise inevitável, na qual se afunda o imperialismo mundial, notadamente o ianque, clamou pelos "falcões" (setores políticos mais intimamente ligados às maiores corporações armamentistas e que tudo resolvem pela dizimação — terror organizado), enquanto as sutilezas ou a rispidez com que se resolvem as formalidades do sufrágio universal são aplicadas mais pela necessidade, do que pela inépcia.

Uma crise do porte que o imperialismo ianque passou a enfrentar em seu próprio território exige soluções isentas de qualquer escrúpulo. A diplomacia ianque não tem saída e os povos do mundo não podem se recusar a entender isso, uma vez que a única dificuldade de avaliação do processo colonial é a espantosa forma que assume a rapina. O tigre não guarda partes de sua vítima para comê-las no dia seguinte. Para o USA, o desforço de guerra pretende resolver a contradição que se acirra a cada dia entre o imperialismo e as nações oprimidas (a principal), e a contradição entre os estados imperialistas pela partilha das maiores fontes de matérias-primas, mercados e esferas de inversão de capitais.

O Iraque é uma força não-teocrática, cujo embate com o USA chegou a um ponto sem retorno. A questão é que a crise geral do imperialismo não ocorre mediante uma falência pacífica, mas ele, sob a hegemonia do USA, se adianta na repressão, mantém seus aliados (encharcados de capital ianque), o que torna possível suas coalizões. A contradição principal continua sendo o imperialismo/nações oprimidas, mas ela se agudiza a cada dia, enquanto que a emancipação das classes exploradas, torna-se mais evidente — não pode ser dissociada das lutas de independência nacional. Esse é outro princípio que não pode ser contrariado.

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