Cai mais um ministro

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Pecedobê mais que depressa cede o anel para ficar com... a boca!

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A corrupção generalizada que permeia a ação entre amigos dos contratos firmados entre o Ministério do Esporte, chefiado pelo pecedobê, e ONGs comandadas por gente ligada a esse mesmo partido, conduziu à queda do 'superministro' Orlando Silva.  Ele é o sexto ministro a deixar o gerenciamento Roussef pela porta dos fundos após denúncias de corrupção.

As primeiras denúncias contra o então ministro foram veiculadas pelo monopólio das comunicações. O policial militar João Dias Ferreira, ex-militante do pecedobê de Orlando Silva, o acusou de receber uma bolada em dinheiro vivo na garagem do Ministério do Esporte, no fim de 2008. Esse dinheiro seria para o programa 'Segundo Tempo', que destina verbas à ONGs. O ministro receberia, segundo afirmou João Dias, uma comissão de 20% sobre essas verbas do dito programa, o que teria rendido aproximadamente R$ 40 milhões ao longo de oito anos. Encontra-se metido no mesmo puçá o ex-ministro do esporte e atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que era do pecedobê e agora está no PT.

Novas denúncias seguiram envolvendo a esposa do ministro, Cristina Lemos Petta, ligada a uma ONG dirigida pelo pecedobê, atingindo também o seu cunhado, Gustavo Petta, ex-dirigente da UNE, que foi exonerado do cargo de Secretário dos Esportes de Campinas, São Paulo, após as denúncias contra o ex-ministro do esporte.

Orlando Silva foi duas vezes ao Congresso tentar se explicar. Tentou desqualificar seu denunciante. Ele chegou mesmo a acreditar que resistiria em seu cargo. Até o dia 22 de outubro, denúncias apontavam 15 pessoas ligadas ao Ministério do Esporte — lista encabeçada pelo próprio ministro — envolvidas no esquema de corrupção. Além dos contratos milionários com ONGs travestidas de projetos de cunho esportivo, Orlando Silva tornou-se proprietário, em 2010, de um terreno de 90 mil m² em Campinas, adquirido à vista.


Altos dirigentes do pecedobê defenderam arduamente seu quinhão na estrutura do velho Estado. Foram à cadeia nacional de televisão e rádio, numa campanha enfadonha, moralista, evocando a 'ética' e a 'retidão'... não funcionou. No programa, além da imagem de João Amazonas, que podem e devem usar sem restrições, pois simboliza todo o revisionismo e o oportunismo da agremiação, desrespeitaram a imagem de diversos antigos membros e dirigentes comunistas. Anita Prestes, filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benário, protestou veementemente contra a utilização da imagem de seus pais. Victoria Grabois, filha de Maurício Grabois (cujo acdáver ajudam a esconder), declarou: "Não posso admitir que usem a imagem do meu pai, que deu a vida a esse partido por suas convicções políticas e ideológicas. Se meu pai estivesse vivo, ficaria envergonhado com o que virou o PCdoB".

No programa, a jovem apresentadora choraminga que "querem colocar a agremiação na vala comum da corrupção". Ora, é preciso que se diga que não é possível colocar lá uma sigla que conquistou sua vaga cativa há mais de três décadas, quando abandonou todo e qualquer projeto revolucionário para cair no cretinismo parlamentar.

O pcedobê continuar usando o nome de Comunista e seus símbolos é um completo achincalhe com tantos que deram suas vidas em prol do fim da exploração do homem pelo homem. Não lhes resta nenhuma referência nem teórica, nem muito menos prática, que os ligue ao comunismo. Inclusive usam o nome só na legenda e fazem questão de não usar a palavra comunista, no referido programa colocam uma série de jovens falando "ser socialista é...". Ora, desde que Lenin decretou a falência da II Internacional ele demarcou um campo claro entre os verdadeiros comunistas e os ditos "socialistas". Melhor fariam se seguissem os passos de outro renegado e criassem o PPSdoB, liberando os comunistas do fardo de serem confundidos com eles.

Esta chusma de renegados ao insistir em usar a alcunha de comunistas prestam ainda um grande serviço ao monopólio dos meios de comunicação. Veja, Época e diversos jonalões, que sempre foram boletins da grande burguesia e da reação, e prestaram grandes serviços ao gerenciamento militar-fascista, aproveitam a deixa e criticam não o bando que se tornou o pcdobê mas o que eles já foram um dia. Raivosos e com a baba escorrendo pela comissura labial achincalham os comunistas aproveitando a deixa de Renato Rabelo e sua quadrilha de renegados.

Antes mesmo de uma posição oficial de seu partido, Orlando Silva já tinha sua cabeça rifada, sua saída anunciada pelo monopólio das comunicações e seus possíveis sucessores, claro, membros do mesmo partido, anunciados.

Aldo Rebelo — escolado revisionista, deputado e relator da última revisão no código florestal, elogiado pela latifundiária Kátia Abreu (PSD) como um "comunista sensato" — foi nomeado como novo titular da pasta.

Mas também já há denúncias de que seu irmão, Apolinário Rebelo, dirigente do pecedobê do Distrito Federal, tem envolvimento no esquema de propinas no Ministério do Esporte, sendo arrolado por João Dias como a pessoa que indicou o responsável pela arrecadação do dinheiro do esquema.

Desde muito, as denúncias de corrupção deixaram de ocupar as notas de bastidores para assumirem o papel de protagonistas, espocando feito pústulas do velho Estado. Com os megaeventos, nunca choveu tanto na horta do pecedobê, que não perdeu tempo em fazer seu pé de meia. Como bem diz um velho dito popular: "quem nunca comeu melado, quando come se lambuza".


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