Novas provocações e ataques contra o Irã

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Exército iraniano apresenta Drone ianque que fazia espionagem no país

Apesar de o governo iraniano afirmar que seu programa possui fins pacíficos, o imperialismo ianque iniciou uma campanha incitando outras potências a cancelarem a importação de petróleo daquele país, acusando-o de produzir armas de destruição em massa. E mesmo que o Irã desejasse produzir bombas atômicas, qual o direito de proibir?

Na segunda quinzena de janeiro, a União Européia anunciou sanções ao Irã que deverão ser aplicadas a partir de fevereiro e implicarão no boicote à compra da sua produção de petróleo.

"Se os ocidentais desistirem de comprar o petróleo do Irã, nós o venderemos a outros países", respondeu Mohammed Kousari, vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, acrescentando que se isso ocorrer o Irã fechará o Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o tráfego marítimo de petróleo na região.

Leon Panetta, o chefe do Pentágono, ameaçou afirmando que o USA não tolerará “o fechamento do estreito de Ormuz. Esta é uma linha vermelha para nós e vamos responder" durante a transmissão do programa Face the Nation na rede de televisão CBS.

Defendendo seus interesses, Rússia e China já manifestaram-se contrários às sanções da União Européia e declararam que manterão suas relações econômicas com o Irã inalteradas.

A sequência de provocações é longa.

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Quatro cientistas assassinados em dois anos

No dia 11 de janeiro mais um cientista iraniano foi assassinado. Mustafá Ahmadi Roshan trabalhava na usina nuclear de Natanz, no centro do Irã. Ele foi o quarto cientista iraniano assassinado desde janeiro de 2010.

Em 12 de janeiro de 2010, Massud Ali Mohamadi, professor na universidade de Teerã e um físico internacionalmente conhecido morreu na explosão de uma moto-bomba em frente ao seu domicílio em Teerã.

Em 29 de novembro de 2010, Majid Shahriari, fundador da Sociedade nuclear do Irã foi morto em Teerã pela explosão de uma bomba magnética fixada em seu automóvel.

Nesse mesmo dia, outro físico nuclear, Fereydoun Abasi Davani, foi alvo de um atentado em condições idênticas quando estacionava seu carro em frente à universidade Shahid Beheshti em Teerã e escapou com ferimentos.

Em 23 de julho de 2011, Dariush Rezainejad, que trabalhava em projetos do ministério da Defesa, foi morto a tiros por desconhecidos que se deslocavam em uma moto em Teerã.

O governo iraniano acusa o USA e Israel pelos assassinatos desses destacados cientistas.

Drone capturado em território iraniano

As acusações ganharam um reforço inegável quando o governo iraniano apresentou um drone (avião não tripulado) ianque do tipo RQ-170 que fazia de espionagem naquele país. O avião, capturado pelo exército iraniano, foi apresentado publicamente no final de dezembro do ano passado.

Aviões não tripulados ianques tem sido fartamente utilizados em manobras de espionagem e também para cometer matanças como as que vitimaram centenas de pessoas no Paquistão nos últimos meses.

Durante vários dias o governo iraniano comemorou a captura e exibiu o avião como um troféu e, em meados de janeiro anunciou que uma equipe de cientistas estaria prestes a decodificar o sistema do avião e conhecer completamente o seu funcionamento.

O fato de o avião ter aterrissado em solo iraniano (e não caído e se despedaçado), bem como de que seu sistema de autodestruição não tenha funcionado, geraram forte suspeita de que os iranianos detêm tecnologia capaz de enganar os comandos eletrônicos enviados desde o território do USA, fazendo o sistema do drone crer que pousava em sua base no Afeganistão.

Há duas implicações importantes nesse fato:

1 – Os veículos aéreos não tripulados, artilhados ou não, não são invisíveis ou 100% eficientes.

2 – Os militares iranianos não estão tão desprovidos de tecnologia de interceptação e defesa, como até então se acreditava. Suspeita-se que a Rússia tenha facilitado o acesso dos iranianos a um sistema seu de interceptação de drones. Isso significa também que os ianques não conhecem toda a capacidade militar do Irã.

Ademais, esse não foi o primeiro drone capturado. Três outros foram derrubados desde o início de 2011.


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