Notícias da Guerra Popular

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Turquia

40 º aniversário da Fundação do TKP/ML

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Manifestantes comemoram 40 anos do TKP/ML

Em 24 de abril de 1972, sob a direção de Ibrahim Kaypakkaya, era fundado o Partido Comunista da Turquia / Marxista-Leninista – TKP / ML. Sob a direção desse partido, o Exército de Libertação Marxista-Leninista dos Operários e Camponeses da Turquia – TIKKO desenvolve heroica Guerra Popular.

Ibrahim Kaypakkaya, fundador e dirigente do TKP/ML, dedicou-se com abnegação ao estudo do marxismo-leninismo-maoísmo, ao combate contra o revisionismo e todo o oportunismo, e à forja do partido do proletariado turco. Ele foi preso pelas forças da reação em 29 de janeiro de 1973 e brutalmente torturado pelos verdugos do Estado fascista turco durante meses, resistindo heroicamente às mais atrozes sevícias, até ser assassinado pelos seus carrascos em 18 de maio de 1973.

Nos meses de abril e maio desse ano, o TKP / ML promoverá uma série de ações celebrando os 40 anos de sua fundação. A convocação para as celebrações foi feita através de um comunicado assinado pelo comitê internacional do partido, do qual traduzimos e reproduzimos trechos.

"Camaradas, companheiros operários revolucionários, trabalhadores migrantes

Nosso partido TKP/ML foi fundado em 24 de abril de 1972 pelo líder comunista do proletariado da Turquia, Ibrahim Kaypakkaya, há 40 anos. Saudamos o 40 º aniversário do nosso partido TKP/ML com grande alegria e entusiasmo. Ele é produto da luta e resistência da classe operária, influenciado pela Grande Revolução Cultural Proletária.

Com a fundação do nosso partido, foi inaugurada uma nova era para a revolução na Turquia. Nosso partido tem feito ruir a tradição pacifista e revisionista que se abateu sobre nosso país por 50 anos. Tomando por guia universal a ideologia científica do Marxismo-Leninismo-Maoísmo, temos chegado a conclusões acertadas. As contribuições práticas e teóricas do camarada Kaypakkaya na construção do nosso partido também são indiscutíveis. A análise da estrutura socioeconômica da Turquia, a compreensão da revolução de nova democracia, a constituição da frente única, a compreensão da questão nacional, a análise do kemalismo*, todos esses pontos de vista são de grande importância e orientam nosso debate político de hoje.

Esses 40 anos nos deram grandes lições e experiências. A perda de nosso líder, menos de um ano após a fundação do partido, significou um duro golpe. Com pouca força restante, o nosso partido persistiu na luta, organizou sua primeira conferência, forjou direções regionais e o Comitê Central. Apesar dos avanços, a direção revolucionária de nosso partido teve que enfrentar o surgimento de Frações oportunistas dissidentes e os liquidacionistas. Como muitas outras organizações revolucionárias, o nosso partido foi duramente reprimido, em 1980, pelo golpe de Estado militar-fascista. Um número significativo de militantes e quadros foram presos pelo inimigo, assassinados e brutalmente torturados. Durante este período, o partido continuou lutando contra o golpe de Estado fascista, apesar da queda de dezenas de mártires. Durante esse período nosso partido nunca foi intimidado e não caiu em pessimismo. Com o fim do regime militar-fascista o movimento revolucionário na Turquia passou a se ocupar de sua reorganização e assumiu novas tarefas.

Ao contrário de alguns partidos que adotaram linhas oportunistas, opostas às suas formulações anteriores, o TKP/ML seguiu guiado pelo Marxismo-Leninismo-Maoísmo e pela perspectiva estratégica e tática traçada pelo camarada Kaypakkaya, combatendo sempre.

Camaradas! O sistema do nosso país é podre e obsoleto. Somente o poder das classes trabalhadoras e seus aliados poderá lançar os imperialistas e seus aliados para as ruínas da história. Nenhum objetivo do povo ou poder popular efetivo poderão ser alcançados sem um partido da classe operária formado por quadros revolucionários proletários. Nos exemplos recentes de revoltas vividas na África e no Oriente Médio, revoltas essas que não foram dirigidas por partidos comunistas maoístas, foi provado que por mais que as massas lutem por um novo poder, não é possível alcançá-lo. Assim, o movimento de centenas de milhares de massas é manobrado pelos imperialistas e seus lacaios.

Em nosso país será estabelecido, sob a direção de nosso partido, um poder real: o poder popular. Ele, sim, resolverá de maneira acertada os problemas da nação, pois a opressão sobre as massas só terá fim quando o poder estiver nas mãos das classes trabalhadoras, quando os camponeses, os trabalhadores das cidades, os estudantes, enfim, quando as massas populares triunfarem com a Revolução de Nova Democracia.

Camaradas, chamamos todos para participarem com todo empenho e determinação das celebrações que marcarão o 40º aniversário da fundação do nosso partido. Convidamos os camaradas do TKP/ML, as organizações irmãs, os companheiros em luta na Turquia e em todo o mundo a se juntarem a nós nessa série de ações."

_________________
*Kemalismo – Movimento independentista surgido na Turquia, chefiado por Mustafá Kemal, representante da burguesia comercial turca, que ao fim da Primeira Guerra Mundial, instaurou um regime de ditadura burguesa no país e aspirava por uma república democrático-burguesa independente, após rechaçar a ocupação grega. Caiu logo em seguida sob o controle do imperialismo anglo-francês, transformando-se em semicolônia.


Peru

Os muros falam

Com informações de Correovermello-noticias

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Em 1º de março os veículos da imprensa burguês no peru se alvoroçaram noticiando a aparição de pichações feitas com tinta vermelha estampando a sigla do Partido Comunista do Peru – PCP e o símbolo da foice e o martelo na região do vale dos rios Apurímac y Ene conhecida como Vrae.

Uma das pichações foi feita em frente ao local onde atualmente funciona o gerenciamento do distrito de Sivia.

No dia 8 de março ocorreu uma forte explosão na base militar Nº 42 de Corazón Pata, na província de Huanta, na região andina de Ayacucho.

Os veículos de imprensa e rádios locais deram conta de que esse se tratou de mais um ataque do Exército Guerrilheiro Popular, dirigido pelo PCP.

India

EGPL realiza série de ações

Com informações de Correovermello-noticias

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Policial escolta estrangeiros durante "caçada humana"

Diversos meios de comunicação da índia noticiaram um ataque promovido por uma coluna do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação - EGPL, dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta) – PCI (M) em Orissa. Segundo informações policiais, 14 veículos foram destruídos.

Os naxalitas (como são conhecidos os maoístas na índia) penduraram cartazes denunciando os baixos salários pagos aos trabalhadores na região.

Em 11 de março, combatentes do EGPL justiçaram um informante policial e incendiaram dois veículos e três máquinas pesadas da grande mineradora Tata Steel em Bengala Ocidental.

Em 14 de março, pelo menos três jawans (policiais) do Batalhão de Segurança da Fronteira foram aniquilados e outros quatro foram feridos durante um ataque com bombas feito pelo EGPL em Chhattisgarh.

No dia 25, combatentes naxalitas aniquilaram o subinspetor de polícia de Khairput, Krushna Chandra Ratha. O comandante da Força Central de Reserva da Polícia, Om Prakash, também foi aniquilado por combatentes do EGPL no mesmo dia no distrito de Sukma, Chhattisgarh.

Revolta contra "safaris humanos"

O EGPL capturou e reteve durante cinco dias dois italianos em Orissa, Bengala Ocidental. Em uma carta assinada pelo Secretário do Partido Comunista da Índia (Maoísta), o camarada Sunil, os maoístas denunciam a entrada de turistas estrangeiros que têm tratado as populações tribais daquela região como animais, promovendo verdadeiros "safaris humanos", desrespeitando mulheres, etc.

Bosusco Paolo, e Claudio Colangelo, foram mantidos em poder dos maoístas, que exigem que a entrada desses turistas seja proibida nas regiões onde vivem os povos tribais. O PCI (M) se somou às reivindicações tornadas públicas em toda a Índia: a saída imediata das forças de repressão do velho Estado da região, o fim da "Operação Caçada Verde", o fim da venda de terras para grandes mineradoras, e a libertação de 600 militantes presos políticos.

Enquanto os italianos estiveram em poder dos maoístas, o Estado indiano se viu obrigado a interromper operações militares em toda a zona.

Em 24 de março o EGPL libertou os dois italianos.



Filipinas

NEP ataca alvos inimigos

No dia 25 de março, cinco soldados do exército reacionário filipino ficaram feridos durante m ataque do Novo Exército do Povo – NEP, dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas. Os guerrilheiros emboscaram um comboio de veículos militares em Surigao do Norte e detonaram uma bomba por rádio danificando o veículo e ferindo seus ocupantes.

Os relatos divulgados na imprensa ds Filipinas dão conta de que cerca de 50 combatentes do NEP foram vistos se delocando em formação próximo ao local do ataque.

No dia 26, três militares do 82º Batalhão da Divisão de Infantaria do exército reacionário foram feridos em uma nova emboscada em Tubungan. O ataque foi efetuado contra um comboio militar formado por seis caminhões.


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