Datas memoráveis do proletariado

A- A A+

A Comuna, novo tipo de Estado,
germe do Poder Soviético

http://www.anovademocracia.com.br/88/14c.jpg
Operários na Comuna de Paris

A Comuna não podia utilizar o velho aparelho estatal burguês da França. Como o de todo burguês, esse aparelho tinha sido adaptado e educado para a opressão das massas trabalhadoras. Assim, por exemplo, quando o operário Thiers, designado pela Comuna como encarregado da Direção dos Correios, apresentou-se aí para tomar posse de suas funções, verificou que quase todos os escritórios estavam fechados. Colocou-se, pois, perante a Comuna, um problema da maior transcendência: substituir o velho aparelho de Estado por um próprio, de tipo inteiramente novo.

O Conselho da Comuna, que era o órgão supremo do Estado, foi eleito mediante o voto universal. Todo membro da Comuna cuja atuação não justificasse a confiança depositada nele por seus eleitores, podia ser destituído em qualquer momento por estes.

O Conselho da Comuna sancionava as leis e, para a execução delas, foram criadas várias comissões. A frente de cada uma foi colocado um membro do Conselho da Comuna. Assim, os próprios membros eram os executores das leis sancionadas. As comissões deviam prestar contas de suas atividades perante o Conselho da Comuna. Os funcionários estatais recebiam o salário médio de um operário. A velha polícia foi liquidada e os operários em armas encarregaram-se de manter a ordem.

A Comuna realizava seu trabalho apoiando-se nos operários, nas organizações sindicais e nos clubes revolucionários. A atuação da Comuna é um testemunho de que ela constituiu  um novo tipo de Estado: um Estado proletário. A Comuna de Paris foi o primeiro ensaio de ditadura do proletariado e serviu de modelo para o Poder Soviético.

_______________
* Adaptado de A Comuna de Paris: A revolução de 18 de março de 1871, em História Moderna de V. M. Jvostov e L. I. Zubok, Editorial Vitória - 1961

10 de abril: 142 anos do nascimento de Lenin

Lenin e a arte de escrever para as massas operárias e camponesas

Quem havia servido a Lenin de modelo para aprender a escrever e falar de um modo popular? Pisarev, cujas obras havia lido muito em seu tempo, e Chernichevski. Porém, o que mais lhe havia servido nesse sentido haviam sido suas conversas com os trabalhadores, com os quais falava horas inteiras, perguntando-lhes todas as minúcias relativas à sua vida na fábrica, prestando uma particular atenção às observações feitas por eles, às perguntas formuladas pelos operários, tendo em conta o nível de seus conhecimentos, concentrando-se no que não compreendiam e porque não o compreendiam. Em suas recordações sobre Lenin os operários falam dessas conversas.

Lenin dava uma importância imensa à arte de falar e escrever de um modo popular. O pensamento político desenvolvido em um discurso popular deve ser claro, concreto, significativo. É inaceitável toda vulgarização, toda simplificação excessiva, todo desvio da objetividade. A exposição deve ser clara, planejada, ajudar ao ouvinte ou ao leitor a tirar conclusões ele mesmo e limitar-se unicamente em resumir a formular tais conclusões.

Tem que partir não de raciocínios abstratos, senão de fatos conhecidos do leitor ou do ouvinte e que lhe interessem. Esclarecer progressivamente, utilizando de todos os recursos, permitindo a conexão existente entre palavras e fatos e as questões mais importantes da luta de classes, da edificação do socialismo.

É assim como Lenin ensinava a falar e a escrever de um modo popular.

*Adaptado de Nadjia Krupskaia, em Recordações de Lenin, edição de 1937 da Editora Fontamara, Barcelona.


Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Fausto Arruda

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza