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Goiás

Grandes protestos exigem a saída de Perillo

Rafael Gomes

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Professores percorreram as ruas de Goiás com palavras ordem como "Marconi, bicheiro, devolve meu dinheiro!"

Dando prosseguimento às jornadas de lutas por melhores salários e condições de trabalho e ensino, durante todo o mês de abril milhares de professores e estudantes goianos foram às ruas em manifestações exigindo a saída do gerente estadual Marconi Perillo (PSDB). Mesmo com o fim da greve que durou mais de 50 dias, grande parte da categoria permanece mobilizada e tem sido engrossada com outros setores da sociedade.

No dia 14 de abril, manifestantes realizaram um protesto na Praça Cívica, em Goiânia, contra as denúncias de envolvimento de Maroni Perillo (PSDB) com o grupo do "empresário" contraventor preso pela Polícia Federal, Carlos Augusto Ramos, o ‘Carlinhos Cachoeira’.

Em 21 de abril, nova manifestação levou pelo menos 10 mil pessoas, segundo os manifestantes, ao centro da capital. Os manifestantes se concentraram em frente à Assembleia Legislativa e percorreram importantes vias da cidade sustentado as palavras de ordem ‘Fora Marconi!’ e ‘Marconi, bicheiro, devolve meu dinheiro!’.

No início da manifestação, os professores e estudantes expulsaram as emissoras de TV locais que, segundo eles, defendem Marconi Perillo, difundem informações falsas acerca das manifestações e criminalizam as lutas. Na porta do Centro Administrativo, na Praça Cívica, foi feita uma grande fogueira com bonecos representando Marconi e todos os envolvidos em corrupção, como Demóstenes Torres, Carlos Alberto Léreia, Stepan Nercessian, Jovair Arantes, Rubens Otoni e Sandes Júnior. Exemplares do jornal Diário da Manhã, popularmente conhecido como ‘Diário do Marconi’, também foram queimados.

Alguns trabalhadores foram detidos e agredidos pela polícia. Depois da ação policial, os manifestantes partiram rumo ao 1º DP e lá encontraram um edifício cercado por policiais armados com metralhadoras e bombas para auxiliar vários camburões e um helicóptero.

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Professores percorreram as ruas de Goiás com palavras ordem como "Marconi, bicheiro, devolve meu dinheiro!"

Há ainda a denúncia enviada por professores de Goiás para a redação de AND, acompanhada de um vídeo filmado por celular, de um fato ocorrido no dia 13 de abril, quando professores que realizavam uma panfletagem no terminal Praça A, em Goiânia, foram agredidos por seguranças da empresa Escudo. Os professores se manifestavam contra o descaso do governo goiano em relação à educação pública quando foram abordados pelos seguranças armados alegando que aquele espaço é privado e, portanto, não era permitido fazer panfletagens.

Durante o mês, novas informações foram levantadas sobre a relação de Marconi com Carlinhos Cachoeira. Segundo gravações da PF, o governador é sócio com o contraventor em um avião de 4 milhões de reais. Uma notícia publicada pela página Congresso Em Foco revela grampos da Operação Monte Carlo em que Cachoeira se gaba da parceria com Marconi do lobby por loterias estaduais em três estados.

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Distrito Federal

Segue a greve dos professores

Rafael Gomes

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Professores ocupam a Secretaria de Administração do DF, em 26/04

Em greve desde o dia 12 de março, os professores do Distrito Federal, em assembleia realizada em 24 de abril, decidiram continuar a paralisação. No dia 20, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) considerou a greve abusiva e determinou que 80% dos professores voltassem a trabalhar.

O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) entrou com um recurso para a revisão da decisão do TJ questionando a aplicação de uma multa diária de R$ 45 mil, caso o percentual não fosse cumprido. Mas as tentativas de intimidação por parte do governo não param por aí. A Secretaria de Administração Pública do DF informou que os salários de cerca de 3 mil professores terão cortes variáveis, de acordo com o número de faltas.

Os profissionais da educação em greve exigem o cumprimento de um acordo firmado em 2011 com o governador Agnelo Queiroz, no qual constam: implantação de plano de saúde, a equiparação da média salarial à de outras carreiras de nível superior e a contratação de profissionais aprovados no último concurso da Secretaria de Educação. A última proposta apresentada por Agnelo foi a incorporação de auxílio saúde de R$110, recusada pela categoria.

No manhã do dia 26 de abril, cerca de 100 professores ocuparam o sexto andar do prédio da Secretaria de Administração do Distrito Federal, em Brasília. De acordo com os educadores a ocupação tinha como objetivo protestar contra o cancelamento de uma reunião de negociação com a categoria, marcada para a tarde do dia 25. A reintegração de posse do local foi decretada, mas os professores permaneceram no prédio lutando por seus direitos. Do lado de fora do edifício, mais companheiros de profissão permaneceram em vigília durante toda a noite, prestando solidariedade aos que ocupavam a secretaria.


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