Câmeras escondidas não mostram o que importa

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Os integrantes do monopólio da imprensa têm as suas estratégias de mercado para viabilizarem-se e sobreviverem enquanto empresas capitalistas que são. Estão sempre em busca de multiplicar ouvintes, leitores, telespectadores, tudo a fim de justificarem os altos preços que cobram em seus espaços publicitários.

Para tanto, recorrem a promoções, dão brindes de tipos e gostos variados e apelam a todo tipo de sensacionalismo para vender jornais e aumentar a audiência. Não raro, recorrem a estratagemas como verdadeiras sessões de inchaço do Ibope fantasiadas de, digamos, "noticiário sério". Um desses estratagemas é travestir o mais puro sensacionalismo com a roupagem de "jornalismo investigativo", tudo com a prestidigitação da câmera escondida.

A câmera escondida hoje é a boia salva-vidas à qual se agarra o jornalismo da Rede Globo, por exemplo, com sua credibilidade devastada junto à população por causa de tanta patranha antipovo há décadas veiculada em toda a sua grade de programação.

Uma câmera escondida, entretanto, não é tão inocente quanto, por exemplo, um dicionário dividido em infinitos encartes embutidos nas edições dominicais dos jornais da grande imprensa. O que está por trás do "sucesso" das câmeras escondidas pela Rede Globo aqui e ali?

Em primeiro lugar, a câmera escondida da Globo entra na favela, entra nos bailes funk, a fim de reforçar os estereótipos elitistas em torno da pobreza, mas não entra nas reuniões de pauta do monopólio da imprensa e nem sequer nos escritórios dos grandes anunciantes da empresa capitalista de comunicação, muito menos nas festinhas do Projac, onde talvez tivesse muito mais o que mostrar do que nos bailes das periferias.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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