Mais uma trincheira

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Em 14/02/2002, num encontro no Rio de Janeiro que reuniu músicos, pesquisadores e defensores da nossa cultura popular, foi criado o Instituto Jacob do Bandolim.

Elena Bittencourt, filha de Jacob, foi eleita presidente do IJB, sendo o conselho composto por Bruno Rian, Déo Rian, Herminio Bello de Carvalho, Joel Nascimento, Jorginho do Pandeiro, Luiz Otávio Braga, Marília Barbosa, Maurício Carrilho, Pedro Aragão, Sergio Cabral e Sérgio Prata.

A recuperação do Arquivo do Jacob, o maior arquivo de choro no mundo, hoje abandonado no Museu da Imagem e do Som/RJ é o principal objetivo do IJB, além do lançamento de um Cd duplo, os bandolins restaurados de Jacob, a publicação de sua discografia completa, uma iconografia, a coleção Todo Jacob (sua obra toda digitalizada), um reinventariamento do seu acervo — projetos já em andamento. O IJB, pensa nas experiências legadas às gerações, então, busca criar realizações, hoje, para os nossos dias e no futuro. Importa desenvolver, como está acontecendo, um projeto de educação musical continuada e de formação de platéias: as Oficinas Volantes de Música, que já estão levando a nossa música, particularmente o Choro, às cidades do interior, onde predomina a política predatória no nosso "mercado fonográfico multinacional", alimentado pela indústria do "jabá".

Show de lançamento lotou a Sala Cecília Meireles no RJ

Dia 9 de dezembro de 2002. Casa cheia, músicos de primeira linha e choro, muito choro. Apesar da distância, a Sala Cecília Meireles parecia um certo quintal de Jacarepaguá. Foram 33 anos de espera, mas, finalmente, quem esteve na Lapa, pôde ouvir em ação os bandolins "número um" e "número dois" de Jacob Pick Bittencourt, o Jacob do Bandolim. Depois de guardados em seus estojos desde 1969, pouco antes da morte do músico, eles voltaram para encantar os fãs do bandolinista. Esta noite histórica foi conduzida pelo poeta Hermínio Bello de Carvalho, com destaque para os bandolinistas Déo Rian, Joel Nascimento e Ronaldo do Bandolim que tocaram peças de Jacob no bandolim do próprio mestre.

Na abertura do espetáculo, os alunos da Oficina de Choro da UFRJ mostraram que a nova geração vai garantir a continuidade do gênero brasileiro por muitas e muitas décadas. Logo depois se apresentaram os monstros sagrados: Altamiro Carrilho, Zé da Velha e Silvério Pontes, Zezé Gonzaga, Luiz Otávio Braga, Maurício Carrilho, João Lyra, Luciana Rabello, Celsinho Silva, Pedro Amorim, Marcílio Lopes, Yamandú Costa, Armandinho, Pedro Aragão, Kiko Horta, Rodrigo Lessa, Nilze Carvalho, Diogo Guanabara e Bruno Rian.

Uma noite inesquecível. Os espectadores vibraram com o improviso dos músicos, que saíram das cochias e se revezaram no palco novamente. Um grand finale de uma noite como poucas. Uma noite memorável que nunca será esquecida. Salve o Instituto Jacob do bandolim. Salve a verdadeira cultura popular brasileira. Saiba mais no sítio: www.jacobdobandolim.com.br.


(*) Sérgio Prata é instrumentista que se dedica ao choro, à pesquisa e à defesa do melhor da música de nosso país (veja edição número 1, de A Nova Democracia).

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