Para que serve a lei antiterrorismo do Paquistão e do Brasil?

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Mohammad Malik, à direita, e seus companheiros de sindicato foram condenados a 590 anos de prisão

Além das sucessivas ingerências estrangeiras em seu território sob o pretexto – o de sempre – da 'guerra contra o terror' declarada por Bush e reforçada por Obama enquanto chefe de turno do imperialismo ianque, entre as quais a invasão mais repercutida foi a operação de caça e assassinato de Osama Bin Laden em 2011, o Paquistão parece estar sob um regime de verdadeiro laboratório da sistematização do argumento do "terrorismo" não apenas para agredir países, mas também para reprimir trabalhadores insubordinados.

A legislação antiterrorista em vigor no Paquistão foi usada para condenar a nada menos do que 590 anos de prisão seis sindicalistas que participaram de um gigantesco movimento grevista que mobilizou mais de cem mil trabalhadores em luta por melhores salários e que foi levado a cabo em 2010 no centro industrial têxtil de Faisalabad, o maior do país, considerado a Manchester do Paquistão, em alusão ao grande centro industrial do noroeste da Inglaterra.

As informações sobre a região de Faisalabad não são muito detalhadas, mas se estima  que ali estejam concentradas cerca de 200 das 300 mil fábricas do setor têxtil do Paquistão, um dos motores da economia do país. A maioria dos trabalhadores destas fábricas sequer recebe um salário fixo, sendo remunerados de acordo com o ritmo da produção (o que, no limite, significa dizer que a renda dos paquistaneses de Faisalabad está permanentemente a mercê da demanda dos importadores dos seus tecidos, que em alguns casos são os mesmos países que pressionam as semicolônias do mundo por maiores rigores do trato com o proletariado inquieto, nem que seja enquadrando-os como "terroristas").

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