Haiti: exército brasileiro ataca faculdade e é repelido

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Haitiano é detido por soldados das tropas invasoras

No dia 15 de junho, militares do exército reacionário brasileiro, integrantes das forças invasoras no Haiti tentaram, por três vezes, entrar a força na Faculdade de Ciências Humanas (Fasch) da Universidade do Estado do Haiti, interrompendo as aulas e provocando grande desordem.

A agência de notícias AlterPresse noticiou que o primeiro ataque das tropas invasoras brasileiras se deu por volta de 11 horas da manhã.  Diante da possibilidade da invasão da faculdade pelos militares, os estudantes bloquearam os portões. Os militares atiraram balas de borracha e lançaram uma granada de gás lacrimogêneo no interior da faculdade arrebentando várias janelas. Os estudantes protestaram vigorosamente e vários vidros de carros ficaram quebrados.

Os soldados se retiraram do local sem dar maiores explicações e retornaram às 14 horas, novamente, tentando forçar os portões e mantiveram-se por mais de 30 minutos apontando suas armas para o interior da faculdade. Novamente professores e estudantes resistiram gritando palavras de ordem: "Fora do Haiti! Voltem para suas casas!" e "Deixem-nos estudar!".

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Militares atiram contra professores e estudantes haitianos

As 16 horas, nova investida das forças invasoras e mais uma vez, graças a combatividade e resistência dos estudantes e professores, que ergueram barreiras nos portões da universidade, os militares se retiraram.

Dieunord Joseph, morador do beco Le Hasard, onde se situa a Fasch protestou: "Nós não aceitamos este disparate da Minustah. Não vamos tolerar que venham asfixiar nossas mulheres e nossas crianças com gás lacrimogêneo. Se vierem provocar os estudantes na faculdade mais uma vez, todo o bairro reagirá. Não havia nenhuma desordem no bairro".

Cerca de 10 mil militares compõem as forças invasoras da Minustah (Missão para Estabilização do Haiti), liderada pelo exército brasileiro.

Desde a invasão do Haiti pelas forças da Onu, "lideradas" pelo Brasil, sabujo do imperialismo ianque na região, a Fasch tornou-se um dos bastiões da resistência. Varias organizações estudantis protestam ininterruptamente contra a presença da Minustah no país e exigem a sua saída. A fachada da universidade está sempre repleta de cartazes, bandeiras ou faixas exigindo a saída dos invasores.

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