Para Dilma, quem ganha mais de R$ 162,00 não é pobre

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Em junho a gerência Dilma Rousseff divulgou os seus novos parâmetros para definir os grupos de renda da população. Uma tabelinha muito importante, não para o povo — que está interessado em suas lutas classistas e na compreensão política das relações de opressão no capitalismo burocrático local, ora conduzido pelo PT — mas sim para a patranha eleitoreira da "erradicação da miséria", justamente sob um sistema calcado na exploração e cuja lógica é produzi-la — patranha essa incessantemente repetida por Dilma.

Veja, em números, como vem se dando de fato o processo de "inclusão" dos pobres e da dita erradicação na miséria no Brasil propagandeado pelo gerenciamento petista: Há cinco anos, em 2007, o Ministério do Planejamento, pela via do seu Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea), estabelecia como limite para caracterizar uma família miserável a renda por indivíduo mensal de R$ 83,00, o equivalente a R$ 996,00 ao longo de um ano inteiro. Naquele ano, para o ministério do Planejamento, era pobre quem tinha renda de até R$ 167,00 mensais (R$ 2.004,00 anuais).

Em 2010, uma família era considerada miserável se tivesse renda per capita mensal de um quarto do salário mínimo de então, ou seja, R$ 127,50, o equivalente a R$ 1.530,10 anuais. Já a linha da pobreza estava delimitada a partir de cerca de meio salário mínimo, o que significa que há dois anos uma família com renda por indivíduo de R$ 250,00 mensais (R$ 3.000,00 anuais) estava no limiar de deixar a condição de pobre e entrar na classe média, segundo a classificação jocosa do gerenciamento petista.

Agora, em 2012, a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da gerência Rousseff fatiou a pobreza em dois estratos: os extremamente pobres (equivalente aos "antigos" miseráveis), que têm renda per capita de até R$ 81,00, ou, por exemplo, R$ 324,00 para uma família de pai, mãe e dois filhos se virar; e o sujeito "pobre, mas não extremamente pobre", de família que tem renda per capita de até R$ 162,00.

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