Nova onda de protestos em países árabes

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O embaixador ianque, Chistopher Stevens, foi moto em Benghazi, Líbia

Em meados de setembro, uma onda de protestos ocorreu em diversos países do Oriente Médio contra o filmeInnocence of Muslims (Inocência dos Muçulmanos), que, segundo os muçulmanos, faz uma sátira a Maomé e ao islamismo. Eles atribuem a produção do filme ao cinema ianque.

Multidões tomaram as ruas do Egito, Iêmen, Líbia, Líbano, Tunísia, Sudão e Jordânia. Diversas embaixadas do USA nesses países foram cercadas e destruídas pelos manifestantes.

No Sudão, a embaixada do Reino Unido e da Alemanha foi ocupada em Cartum, capital do país.No Iêmen, o USA teve de enviar um pelotão com 50 homens da marinha para reforçar a segurança dos diplomatas. No Líbano, os manifestantes incendiaram um restaurante da rede de fastfood KFC.Na Tunísia, o exército abriu fogo contra a multidão que tentava atacar a embaixada ianque na capital Túnis.No Egito, o gerente Mohammad Morsi foi à TV implorando para que a população interrompa as ações contra representações diplomáticas do USA.

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Na Líbia ocorreu o ataque de maior repercussão internacional. O embaixador ianque Christopher Stevens foi morto na noite do dia 11 de setembro em um ataque ao consulado do USA em Benghazi. Stevens morreu junto a três funcionários.

Não faltaram os elogios rasgados da secretária de Estado, Hillary Clinton, e de Barack Obama ao embaixador. Hillary chegou a declarar que "esse foi um ataque que deveria chocar a consciência de povos de todas as crenças do mundo". Quanto às guerras de rapina, agressões, assassinatos em massa e demais crimes cometidos pelo USA contra os povos iraquiano, afegão, etc, certamente Hillary não perde seu sono nem choca sua consciência.

A maior "democracia" do mundo e seu "respeito" às mais variadas religiões e crenças parece abrir uma exceção quando se trata do posicionamento religioso dos povos árabes. As "autoridades" ianques correram às TVs para condenar os protestos no Oriente Médio. Agora, sobre a falta de respeito cometido pelo filme à religião alheia, nenhuma palavra.

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