Trem das Onze - passado e futuro

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Oskar Coester junto ao protótipo

Exemplo do surgimento, contribuição ao desenvolvimento regional e do crime da extinção das ferrovias brasileiras, a Estrada de Ferro Cantareira, cantada em Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, poderá voltar com o revolucionário Aeromóvel, do brasileiro Oskar Coester, noticiado no AND nº 15.

No dia 25/7/1877, na Rua de São José, 16, atual Líbero Badaró, casa de Antonio Rodovalho, pioneiros discutiram um novo saneamento básico para a Imperial Cidade de São Paulo, que não tinha esgoto nem água encanada. Ali, nasceu o embrião da Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

Um ano após, eles criaram a Companhia Cantareira e Esgotos, inspirada em fonte que abastece cântaros, vasos bojudos com gargalo e duas asas. O desafio era fazer uma represa no alto da Cantareira, a 900m de altitude, em mata virgem. Com ferro e cimento vindos da Europa ao Porto de Santos e subidos ao Planalto Paulista pela genial São Paulo Railway dos ingleses, ex-Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, até a Estação Pari, quase centro de São Paulo, a 13 km da represa. E puxados, ao alto desta, por juntas de bois.

Em 17/8/1892, o Estado encampou a Cia. Cantareira. A represa estava quase pronta e faltava a adutora para conduzir a água.

Para isso, o governo implantou uma linha férrea urbana de serviço, “tramway”, provisória e movida à lenha, para construir a adutora em concreto armado. O Tramway, projetado por ingleses e adquirido na Inglaterra, operou em 09/11/1894, do Pari à Cantareira, com estações Parada Zero (após, Tamanduateí, diante do atual Liceu de Artes e Ofícios), Areal (atual Metrô Carandiru), Santana, Santa Terezinha, Mandaqui, Invernada, Tremembé, Parada Sete, Parada Viana, Parada Santa; e a variante Invernada, Parada Pinto, Parque Modelo, Pedra Branca, Horto Florestal, Tremembé. Em 1897, fez-se o Ramal e Estação Jorge Miranda, no leito dessa rua, da Parada Zero à Avenida Tiradentes.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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