Estado fascista turco acusa jornalistas curdos de terrorismo

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O julgamento, em Istambul, de 44 jornalistas curdos repercutiu fortemente na Europa expondo, mais uma vez, o caráter fascista do Estado turco. Manifestações de repúdio ocorreram em diferentes países, ao mesmo tempo em que acontecia, em frente ao Tribunal turco, o protesto de mulheres curdas contra este julgamento farsa, que teve início no ultimo dia 10 de setembro.

Os jornalistas enfrentam acusações de terrorismo por apoiarem o KCK, movimento popular curdo – tido como ilegal pelo Estado turco – do qual participaria o PKK, Partido dos Trabalhadores do Curdistão (listado como organização terrorista  internacional), que segue desenvolvendo intensa luta armada de libertação nacional na região. Do total, 12 jornalistas são acusados de liderarem organizacoes terroristas e os outros 32 são acusados de serem membros destas organizações. Deles, 36 estão em prisao preventiva desde dezembro do ano passado.

A primeira audiência foi adiada porque os acusados tentaram fazer sua defesa em curdo, sua língua materna, o que foi negado pelo juiz. No entando, a promotoria fez sua acusaçao formal, pedindo absurdas penas de prisão que variam de sete anos e meio a vinte e dois anos.

Este julgamento ocorre em meio à escalada da insurgência curda na Turquia, com intensos confrontos armados entre o PKK e as forças de segurança turcas. Segundo jornais europeus, nos últimos quatorze meses as ações armadas da resistência curda alcançaram os mais elevados níveis desde a prisão de seu líder maior, Abdullah Öcalan, em 1999. De junho de 2011 até agosto de 2012, 708 pessoas foram mortas, de acordo com informações de fontes sediadas em Bruxelas; sendo que deste número, 405 seriam combatentes do PKK , 209 soldados e policias e 84 civis.

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Os gerentes de turno na Turquia acenaram com promessas de defesa dos direitos curdos para conter a resistência armada, mas não lograram seu intento. E o Estado turco aumentou a perseguição e a violência brutal contra os curdos. Centenas de políticos e simpatizantes foram presos, sofreram violência de todos os tipos e também são acusados de terrorismo.

Atualmente, mais de cem jornalistas curdos estão nos calabouços turcos. Outros foram demitidos pela pressão direta do Estado fascista. Porta voz do governo turco declarou que os artigos em defesa do povo curdo são iguais às balas disparadas pela resistência armada curda. Enquanto a Anistia Internacional denunciou que estas acusaçoes "formam um padão no qual documentos críticos, discursos políticos e participação em manifestações são usados como provas de um suposto terrorismo".

Desde 2009, 8 mil curdos, entre políticos, advogados, acadêmicos e escritores foram presos sob acusaçao de terrorismo. O recente julgamento dos 44 jornalistas é mais uma vã tentativa do governo de intimidar e punir a imprensa curda e os ativistas pró-curdos. Mas os protestos continuam, assim como artigos contra a fascistização do Estado turco e em favor do povo curdo e, principalmente, segue a luta armada do PKK pela construção de uma nação democratica curda.


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