Síria: manobras e exercícios da guerra imperialista

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População protesta após conflito entre exército livre e forças leais a Assad

No início de outubro ocorreu uma série de incidentes ao longo dos 900 quilômetros de fronteira entre a Síria e a Turquia. O exército sírio chegou a bombardear uma cidade turca, matando cinco pessoas.

A imprensa dos monopólios tem dito que o assassinato em Beirute, no dia 19 de outubro, do general Wissamal-Hassan, militar anti-sírio, chefe da inteligência do Líbano, foi o que desencadeou uma onda de protestos no país e faz parte de um esforço de Assad para "internacionalizar" a guerra civil na Síria como um meio de garantir a sua sobrevivência, tentando pelo menos vender caro a sua derrubada.

Outro sinal de que Assad estaria deliberadamente provocando a "internacionalização" do conflito são as informações de que o "presidente" da Síria estaria mantendo contatos com exilados no Iraque do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupo guerrilheiro que mantém uma luta armada contra o Estado turco, em retaliação ao apoio de Ancara à "oposição" síria.

O cenário geopolítico não se altera: o USA, as potências europeias e os enclaves do imperialismo no Oriente Médio, com destaque para Israel, Qatar e Arábia Saudita, estão ajudando as forças mercenárias da Síria, com quem já fecharam acordos, a quem financiam e a quem dão armas, enquanto que a Rússia, a China e o Irã seguem apoiando Assad, com os dois primeiros bloqueando repreensões e sanções a Damasco no âmbito da ONU. Os sinais de transbordamento direto da guerra síria para o Líbano, e talvez para a Turquia, aumentam as tensões entre as forças imperialistas em disputa neste cenário.

Não por acaso o representante especial do "presidente" russo Vladimir Putin, Mikhail Bogdanov, viajou no dia 22 de outubro para o Irã para discutir a situação na Síria. No mesmo dia um soldado jordaniano foi morto em um confronto com 12 homens armados que tentavam atravessar a fronteira da Jordânia com a Síria, segundo as informações oficiais.

Um dia antes, no domingo, dia 21 de outubro, dia em que o enviado das Nações Unidas e da Liga Árabe para tentar negociar a "paz" teve uma reunião com Assad, em Damasco, um carro bomba explodiu na capital síria matando dez pessoas.

A "rebelião", ou "conflito", ou "guerra" na Síria já dura 20 meses e já resultou na morte de cerca de 34 mil pessoas. Outra centenas de milhares de sírios foram desalojados, e atualmente vivem como refugiados. Organizações de "defesa dos direitos humanos" dizem que há 28 mil desaparecidos na Síria por causa da guerra, gente sequestrada pelo exército ou por grupos mercenários.

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