Argentina: dois julgamentos para a História (2)

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Manifestação durante o julgamento de Carlos Pedro Blaquier

Carlos Pedro Blaquier é, há 50 anos, um dos donos da Argentina. Embora viva entre Paris e a Cidade Autônoma de Buenos Aires, a fonte primária de seu poder e riqueza está nos povoados de Calilegua e Libertador General San Martín, na província de Jujuy, noroeste do país, para onde viaja uma vez ao ano. Ali, localiza-se o Complexo Agroindustrial Ledesma, coração de um monopólio açucareiro e papeleiro que espraia-se também pelos ramos de frutas, carnes, cereais, petróleo, gás e biocombustíveis, com filiais nas províncias de Salta, Buenos Aires, San Luis e Entre Ríos.

Em Jujuy e em Salta, Blaquier – dono de 155 mil hectares de terra – é um senhor feudal típico. Galgou essa condição por um caminho igualmente feudal: o casamento com Maria Elena Arrieta Wollman ("Nelly"), filha única do proprietário original do engenho.

Num país marcado por duros enfrentamentos entre frações das classes dominantes, Blaquier e a Ledesma passam incólumes por tudo. As expropriações com que o peronismo às vezes atacava alguns setores oligárquicos nunca o atingiram, mas isso tampouco diminuiu sua proeminência no interior do bloco patronal mais reacionário. Do mais (Videla) ao menos direitista (Cristina), Blaquier manteve boas relações com todos os governos argentinos dos últimos 60 anos. Por isso a surpresa quando, na metade deste ano, viu-se em risco de ter que dedicar-se a uma espécie menos doce de cana.

Sol de noite

Luis Arédez e sua esposa Olga são os protagonistas do filme Sol de noite, dirigido por Pablo Milstein e Norberto Ludin. O filme é um documentário; logo, sua história é real.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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