Norte de Minas: Estudantes da Unimontes repudiam as celebrações do golpe militar de 1964

Norte de Minas: Estudantes da Unimontes repudiam as celebrações do golpe militar de 1964

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Como parte manifestações populares que aglutinaram milhares de pessoas de norte à sul do país, contrárias às “rememorações” reacionárias ao golpe militar fascista de 1964 proposta pelo fascista Jair Bolsonaro, estudantes da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) realizaram uma série de atividades.

Ativistas do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) confeccionaram um grande cartaz (dazibao), com charges críticas à milicada golpista e fotos dos protestos populares ocorridos no último domingo, 31/03. Foram realizadas passagens em sala convocando os estudantes a se operem ao golpe de Estado militar contrarrevolucionário preventivo ao inevitável levantamento das massas em curso no Brasil. Nas conversas ficou evidente o espírito combativo e anti-imperialista da juventude. Em uma das turmas do curso de História, os estudantes fizeram questão de se fotografarem junto ao mural confeccionado pelo MEPR.

Outras iniciativas ocorreram no mesmo dia, com destaque para uma roda de conversa sobre o tema, convocada pelo Movimento Correnteza e a atual gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Dentre as propostas aprovadas na atividade estão a realização de exibição de filmes e documentários com a presença de militantes políticos da resistência ao regime. Professores e estudantes da graduação e pós-graduação em História e do Centro Acadêmico de Filosofia (CAFIL) já preparam a realização de um debate sobre o real significado histórico do golpe de 1964, dirigido e financiado pelo imperialismo ianque e sustentado internamente pelos seus lacaios da grande burguesia (burocrática e compradora) e do latifúndio.

Importante destacar que todas estas iniciativas se dão em meio a um grande clima de apreensão e indignação frente aos ataques à autonomia, democracia e gratuidade do ensino na universidade, no claro objetivo de sucatear para privatizar a Unimontes, encabeçados por esta mesma extrema-direita, e que conta com a participação direta do governador Zema/NOVO.

Segundo os ativistas do MEPR: “Todo o clamor popular contra o golpe militar de 1964 expressa o descontentamento das massas ao gerenciamento de Bolsonaro e a urgência de unir estudantes, democratas e todo o povo da cidade e do campo para derrotar as medidas reacionárias deste governo latifundista, anti-operário, obscurantista e vende-pátria, tutelado pelo Alto Comando das Forças Armadas”. 

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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