China: Operários são humilhados no trabalho; governo é conivente

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Operários de uma empresa chinesa de reformas domiciliares foram obrigados a beber urina e a comer insetos, como baratas, na primeira quinzena de novembro, segundo noticiou o monopólio de imprensa Reuters. Os operários que se recusassem a submeterem-se ao castigo, por não terem cumprido as metas de produção, seriam chicoteados ou demitidos. Tudo ocorreu na província de Guizhou, no sudoeste do país.

Outros operários tiveram que raspar a cabeça ou beber água do vaso sanitário. Os castigos, impostos pela gerência da empresa, foram públicos e na presença de todos os demais operários e funcionários. A imprensa estatal chegou a noticiar o caso.

O governo fascista chinês “puniu” os gerentes da empresa: eles ficaram de cinco a dez dias na prisão. A pena, praticamente simbólica, foi a forma que os revisionistas decidiram para impedir que novos casos de humilhação ocorram, segundo informou o Birô de Segurança Pública (órgão governamental) da região.

Desde 1976, casos como este ocorrem cotidianamente na China. Nesse ano, o regime socialista foi desmantelado e, em seu lugar, os governantes chineses – que posavam de “comunistas” – instauraram um regime econômico capitalista e social-imperialista e um regime político de tipo fascista, abandonando o comunismo e relegando os interesses da classe operária. Os ensinamentos do Presidente Mao Tsetung (fundador da República Popular da China), chamados na época de marxismo-leninismo-pensamento mao tsetung, foram abandonados na prática, mas ainda hoje os governantes apresentam-se como “seguidores de Mao” para enganar o povo e usar o prestígio deste grande dirigente comunista.

No entanto, apesar de apresentarem-se como comunistas, os governantes fascistas da China atual estão sendo desmascarados pelo proletariado e por ativistas maoistas. Desde julho deste ano, operários de uma fábrica de Shenzhen, província de Guangdong, lutam contra a superexploração e pelo direito a organização sindical, enquanto jovens estudantes, que organizam estudos sobre marxismo, são reprimidos nas universidades por “ações subversivas” e “motins contra a paz pública”.


Xi Jiping, presidente da China fascista, é conivente com humilhação do proletariado

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