PR: Estudantes confrontam decisão reacionária de conselho universitário

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Reunião do Conselho Universitário, 22/11

Estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) se organizaram por meio de vários centros acadêmicos para intervir na reunião do Conselho Universitário (Coun), no dia 22/11. Os estudantes se mobilizaram para repudiar e fazer frente às recentes decisões do Conselho, que revogou a resolução 12/17-Coun, que regularizava a jornada de trabalho dos técnicos da Universidade em trinta horas (conquista histórica da categoria) e também votou por aumentar a taxa de inscrição do vestibular de R$ 120,00 para R$ 160,00. Os alunos denunciaram ainda a crescente perseguição política perpetuada pela administração do reitor Ricardo Marcelo.

A mobilização teve início às sete e meia da manhã, com falas no RU e passagens em todas as salas do campus. Ao todo cerca de trinta estudantes participaram da intervenção, com mobilização destacada do Centro Acadêmico de Psicologia (CAP), de história (CAHIS) e o Comando de Mobilização da Pedagogia.

Durante a reunião foi permitida a fala a um único estudante, membro da organização Alvorada do Povo, que em sua intervenção criticou audazmente a atual gestão da Reitoria, capitaneada por um quadro do oportunismo do PT na região, cuja política de perseguição ao movimento estudantil combativo produziu um dossiê à la Dops, de 150 horas de filmagens dos estudantes. Também foi exigido que a Reitoria acabe com o processo, de quase um milhão de reais, que mantém contra seis lideranças da ocupação de 2015. Além disso, o estudante denunciou o peleguismo e o oportunismo do DCE, controlado por partidos políticos eleitoreiros, cujos votos no Coun foram favoráveis a ambas as medidas reacionárias.

Estas decisões tomadas pelo conselho confabulam com a política anti-povo que o gerenciamento do Estado brasileiro preconiza para a educação, elevando o grau de precarização com vistas à privatização do ensino, e que a real resolução de seus problemas só poderá se dar por meio do co-governo estudantil e da autonomia da instituição frente ao Estado.

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