PR: Cerca de 100 pessoas são envenenadas por latifundiários

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Cerca de 100 pessoas foram intoxicadas com o agrotóxico “Paraquate”, no município de Espigão Alto do Iguaçu no Paraná, segundo denunciou o portal Agência Pública no dia 11 de dezembro. Os principais atingidos foram funcionários e cerca de 52 crianças da Escola Estadual do Campo Pedro Rufino de Siqueira.

Os respingos do veneno atingem constantemente toda a comunidade no entorno dos 100 hectares pertencentes ao Lino Passaia, “o mais próspero produtor de soja da região”, responsável pela aplicação do agrotóxico. 

O veneno (agrotóxico) utilizado pelo latifundiário é proibido em todos os países da União Europeia pelo evidente risco que proporciona aos humanos expostos a ele.

Em entrevista à Agência Pública, a professora de educação física da escola citada afirmou que essa cena já aconteceu outras vezes: um gafanhoto (trator modificado para soltar os pesticidas) passa próximo ao colégio e o vento leva o veneno para a quadra, contaminando quem estiver próximo.

A norma estadual do Paraná para o uso desse pesticida é que o mesmo só pode ser utilizado com uma distância de 500 metros de quaisquer núcleos populacionais. A norma é constantemente quebrada na propriedade de Lino Passaia, relata a o povo de Espigão do Alto à reportagem da Pública.

A maioria das vítimas teve intoxicação “leve e aguda” com os sintomas de fortes dores de cabeça, enjoos, diarreia, irritações na pele e nos olhos. Agricultores menores, produtores de milho também relatam que sua produção foi contaminada pelos agrotóxicos despejados pela propriedade de Lino Passaia. Alguns camponeses tiveram vítimas de envenenamento em suas famílias. 

O “Paraquate”, ou “Paraquat”, vendido comercialmente no Brasil com o nome de Gramoxone 200, é desde 2007 proibido na União Europeia. Nos Estados Unidos, ele é de uso "extremamente restrito", autorizado apenas pelo governo federal à produtores licenciados.

O veneno pode causar morte por asfixia através do desenvolvimento de fibrose nos alvéolos pulmonares, além dos sintomas já citados acima.

De acordo com o principal instituto de pesquisas médicas dos Estados Unidos, o Centers for Disease Control and Prevention, o contato com o veneno pode causar também falha em diversos órgãos como rins, fígado, coração etc.

Desde 2011, diversas pesquisas têm mostrado que existe uma possível relação entre o contato com o Paraquate e o desenvolvimento da doença de Parkinson. O Paraquate também é altamente prejudicial à vida aquática, contaminando com facilidade rios e lagoas e toda a vida presente neles, segundo a decisão judicial de proibição do veneno no território da União Europeia.

A Anvisa já chegou a banir o Paraquate no Brasil, mas voltou atrás por pressão do latifúndio.

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