Trump anuncia retirada do USA da Síria

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Oficias curdos e ianques na Síria. Foto: Reuters, 2017

No dia 19 de dezembro, o chefe do imperialismo ianque Donald Trump anunciou a retirada das tropas ianques no território da Síria, a maioria atuando junto às chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), cujas tropas e comando são em sua maioria curdos. Em uma manobra propagandística, Trump declarou vitória contra as "forças do Estado Islâmico". Porém, a crise que se desenvolveu após a declaração acabou por obscurecer como e quando essa retirada ocorrerá. 

O chefe do Pentágono, o Secretário de Defesa do governo do USA, general James Mattis renunciou em protesto a essa decisão. Mattis declarou que a decisão "não demonstra respeito para com os aliados", referindo-se às forças da FDS e de outros grupos rebeldes sírios que atuam como mercenários à soldo do imperialismo.

Figuras do legislativo imperialista ianque, incluindo aliados políticos de Trump também protestaram contra a decisão. A imprensa imperialista ianque, numa já prolongada pugna contra Trump, usou o anúncio de retirada para incrementar seu ataque. Enquanto Reino Unido, Alemanha e França declararam que o Estado Islâmico não está derrotado, e por isso seguirão sua intervenção no território da Síria, Vladimir Putin, chefe do imperialismo russo, saudou a decisão de Trump.

O órgão da imprensa imperialista ianque, The New York Times, afirmou que o anúncio de Trump ocorreu depois de conversas por telefone com Recep Tayyp Erdogan, presidente do velho Estado semicolonial e semifeudal da Turquia. Erdogan, que invadiu e ocupou em janeiro de 2018 o cantão de Afrin (uma das três regiões do chamado Curdistão Sírio, Curdistão Ocidental ou Rojava) anunciou no dia 12 de dezembro uma nova ofensiva turca "dentro de alguns dias" contra as cidades em Rojava à oeste do rio Eufrates. No seu anúncio, feito diante do parlamento Turco, Erdogan fez questão de lembrar que "nosso alvo não serão os soldados do USA na região".

Em matéria publicada pelo Washington Post, outro órgão imperialista ianque, um dos porta-vozes do YPG  (Unidades Populares de Proteção, um dos grupos reunidos no FDS), Salih Muslim, anunciou que estão sendo abertas negociações entre o FDS e o governo sírio em Damasco para contar a invasão turca, depois do abandono de Trump.

O YPG, ligado ao Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), apesar de sua aliança com o imperialismo ianque através da construção de bases e apoio militar na Síria, é considerado uma organização terrorista pelo governo turco por seus objetivos separatistas.

Tudo indica que ocorre uma aproximação entre o governo ianque e o gerenciamento turco de Erdogan, após momentos de pugna entre ambos durante 2018.

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