Equador: Governo agrava política econômica antipovo

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Cartaz da Frente de Defesa das Lutas do Povo (FDLP) contra as novas medidas econômicas de Moreno

O governo semicolonial equatoriano de Lenín Moreno impulsionará suas políticas antipovo para o ano de 2019, cujo centro é o aumento do preço da gasolina, o que significa uma redução direta no salário (poder de compra) dos trabalhadores.

A Frente de Defesa das Lutas do Povo (FDLP) do Equador pronunciou-se no dia 25 de dezembro denunciando as medidas. “Uma vez mais o regime entreguista e comprador de Moreno dá um golpe na economia popular. Não bastou ao governo cortas gastos consideráveis nas áreas de saúde e educação, deixar mais de 200 mil equatorianos desempregados, conceder a todos os pedidos dos banqueiros e grandes empresários, propiciar um maior endividamento do país com o FMI e com a China e abrir as nossas fronteiras para as tropas imperialistas ianques. Agora, Moreno decidiu arrematar com a economia popular, aumentando o preço do combustível de $ 1,48 a $ 1,85.”, expõe.

Os revolucionários equatorianos argumentam que “o custo do combustível impacta direta ou indiretamente em toda o custo da produção e da comercialização de bens e serviços, gerando um ‘efeito cascata’ em toda a economia”, elevando o preço de todas as mercadorias e, portanto, diminuindo o salário real das massas. Além disso, os monopólios da grande burguesia e do imperialismo já se manifestaram pelo não aumento do salário mínimo em 2019.

Em mensagem à nação, divulgada em agosto de 2018, quando anunciou o aumento no preço da gasolina, Moreno justificou todas as suas políticas extremamente prejudiciais ao povo equatoriano como “necessárias para um país quebrado”, creditando ao governo antecessor, de Rafael Corrêa, que na época era seu aliado.

A guinada do Equador para o regime “neoliberal” veio após o contundente fracasso do governo oportunista de Rafael Corrêa e sua fraseologia demagógica de “capitalismo popular”' que, na verdade, apenas apostou em medidas assistencialistas sem mudar nada na base estrutural responsável pela opressão e exploração das massas equatorianas, acompanhadas de políticas corporativistas, além de agravar o entreguismo e a despolitização no país. O governo de Moreno, que serviu como vice-presidente de Corrêa em seus dois mandatos, entrou com a promessa de “descorreizar a nação”, ou seja, passar o posto de comando para a fração compradora da grande burguesia.

O pronunciamento da FDLP, redigida para mobilizar e conscientizar o povo equatoriano para a luta contra as políticas entreguistas e de austeridade de Moreno, aponta que apenas caminho da luta combativa, sem o oportunismo eleitoreiro e conciliação, é capaz de desmontar esse governo traidor do povo e suas medidas antipopulares. “Vamos preparar e desatar a fúria dos trabalhadores explorados. Que sejam jornadas firmes, sem o pacifismo burguês, e façamos o que temos que fazer: Desmantelar as medidas econômicas.”, conclui.

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