RJ: PMs do Batalhão de Irajá são acusados de assassinar jovem

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Policiais do 41º Batalhão da Polícia Militar (PM), o batalhão mais letal do Rio de Janeiro, são os únicos suspeitos de assassinar um jovem de 18 anos, chamado Lucas de Azevedo Albino, na comunidade da Pedreira, Zona Norte do Rio de Janeiro. O crime ocorreu no dia 30 de dezembro de 2018, mas a suspeita só veio à tona no dia 10 de janeiro deste ano.

Segundo relatos da mãe do rapaz, Laura Ramos de Azevedo, seu filho foi alvejado primeiramente de  raspão, por volta das 7 horas da manhã, quando foi à casa da namorada de mototáxi para buscá-la, a fim de passarem a virada do ano em família na região de Mangaratiba. O jovem foi baleado na esquina da  Avenida Pastor Martin Luther King Júnior com a Estrada Botafogo.

Segundo a versão dada pela polícia na Central de Garantias da Polícia Civil, localizada na região do Jacaré, é relatado que Lucas e o mototáxi “estavam armados” e teriam “trocado tiros” com a  PM. Segundo a PM, Lucas portaria ainda um “rádio transmissor, granada e drogas”. O caso foi registrado pela PM como “auto de resistência”. Em contrapartida, a mãe do jovem afirma que seu filho saiu apenas com R$ 2,00, uma cópia da sua identidade e a chave da sua casa. Além disso, as denúncias das testemunhas também contestam a versão dada pelos suspeitos do crime hediondo.

“Testemunhas me disseram que os policiais já entraram na rua atirando contra meu filho e o amigo dele (mototáxi). O Lucas caiu no chão, baleado de raspão nas costas, e logo começou a gritar que não era bandido e pedia que me chamassem.”, conta a mãe ao Jornal Extra.

As testemunhas situam que os policiais socorreram o jovem ainda vivo e consciente, mas ele chegou morto ao Hospital Estadual Carlos Chagas.

“Meu filho tomou apenas um tiro de raspão nas costas e chegou ao hospital também com tiros na cabeça e no pescoço. Depois de ter sido baleado de raspão, o Lucas entrou na viatura sozinho, andando. Estava consciente. Esses policiais mataram meu filho à caminho do hospital. O tiro que deram acabou com o rosto dele. Só pude fazer o reconhecimento do corpo dele pelo pé.”, lamenta Laura.

Na certidão de óbito Lucas, teve sua morte dada como “laceração encefálica, ação pérfuro-contundente”. O rapaz não tinha nenhuma passagem pela polícia.

Assim que Laura ouviu os disparos pela manhã (7 horas), já tendo a informação da vizinhança sobre o seu filho, saiu em direção à unidade de saúde chegando em apenas 15 minutos, mas a viatura com o seu filho só adentrou o pronto socorro às 7h32. Segundo ela, isso é um indicativo de que os policiais não foram direto para o hospital.

“De viatura da Pedreira até o Carlos Chagas num domingo de manhã, sem trânsito, eles não demorariam nem 15 minutos. Só chegaram meia hora depois.”, afirma a mãe do jovem.

Laura, que foi diagnosticada com câncer e encontra-se em tratamento, com pouco tempo de vida, relata que ainda assim não irá desistir da luta por justiça. “Nem que seja a última coisa que eu faça. Pelo meu filho, vale a pena lutar. Tenho pouco tempo, mas vou até o fim.”, declara.

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