As relações do clã Bolsonaro com bandidos paramilitares

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Fábio Motta/AE

Um dos grupos é suspeito de executar a vereadora Marielle Franco

Durante a última semana, foi veiculada por diversos meios de comunicação a notícia de que o gabinete do ex-deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro/PSL, filho do atual gerente de turno Jair Bolsonaro, teria empregado, até novembro de 2018, a esposa e a mãe de Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão da PM apontado pelo Ministério Público como um dos principais nomes do “Escritório do Crime”, organização suspeita pelo assassinato da vereadora Marielle Franco/Psol.

Junto a esta revelação, foi recordado que Flávio Bolsonaro já fez homenagens a Adriano Magalhães, como em 2003, quando, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em moção honrosa, o então deputado estadual escreveu que “o policial militar [Adriano] desenvolvia sua função com dedicação e brilhantismo”.

Já seu pai, Jair Bolsonaro, também parabenizou a prática dos grupos paramilitares (chamados popularmente de “milícias”) e disse que “serão muito bem-vindos” ao Rio de Janeiro. “No que depender de mim, terão todo o meu apoio.”, instigou. Comentando a “CPI das Milícias”, disse ainda, amenizando: “Querem atacar o miliciano, que passou a ser o símbolo da maldade.”.

Dois anos depois, em 2005, Flávio Bolsonaro aprovou que Adriano recebesse a Medalha de Tiradentes, considerada a principal “honraria” do estado do Rio. Mais dois anos depois, em 2007, foi quando Flávio Bolsonaro contratou a esposa de Adriano, Daniele Mendonça da Costa da Nóbrega, como assessora parlamentar.

Foi ainda neste ano de 2007 que Flávio Bolsonaro (o mesmo que há anos esbraveja “contra a corrupção” e por “punições mais rigorosas” contra infratores da lei, assim como seu pai e irmãos) disse as seguintes palavras: “A milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos”.

Acuado e desmoralizado pela “opinião pública” e por grande parte de seus próprios eleitores, Flávio responsabiliza o ex-assessor Fabrício Queiroz por tais nomeações a seu gabinete. Ressalta-se que Adriano é amigo de Queiroz (que, por sua vez, é amigo de Jair Bolsonaro há décadas) e é investigado com suspeita de recolher uma parte dos salários de funcionários de Flávio para retornar ao próprio deputado – e, agora, senador eleito.

O ex-policial Adriano Magalhães foi alvo de um mandado de prisão no último dia 22 de janeiro e, até a conclusão desta nota, estava foragido por suspeitas de envolvimento em homicídios.

Neste dia, o Ministério Público e a Polícia Civil desencadearam a Operação “Os Intocáveis”, em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Pelo menos cinco pessoas envolvidas com o “Escritório do Crime” foram presos, dentre eles há suspeitos de envolvimento no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O grupo, além de pertencer a paramilitares, presta serviço de matadores profissionais.

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