Prefeito francês acusa Partido maoista de atuar nos protestos

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Foto: Christian Hartmann/ Reuters

O prefeito de Montpellier, na França, acusou o Partido Comunista Maoista da França (PCmF) de estar por trás dos episódios de revolta popular generalizada na região. A acusação vem após o 11º protestos dos “coletes amarelos”, que ocorreu na cidade no dia 26 de janeiro reunindo mais de 2 mil pessoas.

Os protestos, iniciados em novembro de 2018 contra a alta dos combustíveis e outras medidas antipovo adotadas pelo governo reacionário de Emmanuel Macron, enquanto mantinha isenções fiscais e incentivos para a burguesia imperialista francesa e à oligarquia financeira.

As medidas de Macron, afetando diretamente o salário das massas populares, foram confrontadas pelos protestos. Desde então, tradicionalmente aos sábados, ocorrem as jornadas de lutas dos “coletes amarelos” (acessório obrigatório na França para condutores de veículos).

Maoistas elevam luta das massas

Os maoistas, que têm atuado na jornada de luta dos “coletes amarelos”, brigam por dar uma direção revolucionária aos protestos, mostrando às massas o caminho da Revolução Socialista a ser conquistada por meio da guerra popular, para a qual – analisam os maoistas – faz-se necessário construir os três instrumentos fundamentais da revolução (Partido, Exército Popular e Frente Única Revolucionária).

No dia 10 de janeiro, o PcmF emitiu um pronunciamento intitulado ‘Coletes amarelos’ – o fim da impotência, no qual avaliam que “o movimento, que continua e se aprofunda, é um ponto de virada histórica em termos de combatividade e massividade”.

“Os ‘coletes amarelos’ representam um retorno brutal e triunfante da luta de classes nas vidas diárias dos burgueses. Eles esperavam continuar como se nada tivesse acontecido. E hoje, eles se veem obrigados a dizer que ‘a República está ameaçada’. Sim, eles não estão errados! Essa República burguesa não nos pertence e pode morrer sem nenhum constrangimento. Desde a Comuna, sabemos que esta República assassina o povo quando ele se levanta, que é uma ferramenta da classe dominante e parasitária.”, afirmam os maoistas franceses.

Para os maoistas, o movimento espontâneo de massas traz aspirações muito além de reivindicativas. “Ao rejeitar todos os ‘responsáveis’, meios de comunicação e autoridades eleitas, os ‘coletes amarelos’ colocam questões fundamentais e, principalmente, de poder. Do poder para o povo, de uma República vermelha. Os comunistas revolucionários não defendem o caos, nem o retorno a um passado fantasiado, mas o estabelecimento de uma nova ordem, construída e dirigida pela classe que produz toda a riqueza: a classe operária. Mas o caminho para chegar lá é longo. A situação atual não pode levar a uma insurreição, não devemos ter ilusões sobre isso.”.

“Aqui estamos diante de uma época de tempestades que sacodem as fundações do velho mundo. Esta é uma perspectiva intoxicante e assustadora, pois envolve grandes mudanças. A era de negação e do espetáculo político acabou: hoje, devemos erguer e carregar a bandeira vermelha para elevar a ofensiva revolucionária.”, exclama o Partido.

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