Parlamentar iraquiano protesta contra ocupação colonial do USA

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Soldado ianque encurralando mulher iraquiana Foto: tasnimnews

A decisão anunciada de Donald Trump sobre manter tropas ianques em solo iraquiano repercutiram muito mal naquele país. No dia 3 de fevereiro, o parlamentar iraquiano Hasan al-Kaabi repudiou as afirmações do arquirreacionário presidente do USA e qualificou-as de “flagrante violação da soberania e vontade nacional iraquianas”.

“O Iraque não deixará que nenhum país use seu território para agredir outros.”, protestou o deputado. O discurso do protesto demonstra que se aprofunda a contradição entre, por um lado, a nação iraquiana – incluindo suas classes dominantes locais – e, por outro, o imperialismo ianque com sua política colonial.

Hasan al-Kaabi protestou pelo que chamou de violações à constituição do Iraque. Segundo ele, além desta violação mencionada, Trump já havia ferido a soberania do Iraque quando entrou no país de surpresa e se reuniu em dezembro passado com tropas ianques estacionadas no aeródromo de Ain al-Asad, no oeste do Iraque. Foi um claro sinal de desprezo à independência nacional do Iraque, considera o deputado.

O parlamento iraquiano tem insistido em solicitar a retirada das tropas ianques do território pátrio nos últimos meses, a que tem recebido desprezo e indiferença pelas autoridades imperialistas que ali aplicam uma política colonial, de domínio nacional direto.

A ocupação colonial imperialista do Iraque iniciou em 2003, com a invasão conjunta liderada pelo USA, encabeçado à época do George W. Bush filho – no ápice da “guerra ao terror”. Deposto o presidente Saddam Hussein que resistiu à invasão ianque conclamando toda a nação à guerra de resistência nacional, o USA passou a ocupar militarmente o país e logo estabeleceu um governo títere, diretamente controlado, para seguir travando sua disputa com outros imperialistas para controlar a região do Oriente Médio Ampliado.

Trump tem declarado que manterá a base no território iraquiano, apesar dos protestos das próprias “autoridades” iraquianas. Segundo ele, o objetivo é “vigiar” o Irã.

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