RS: Falta de água atinge 13 bairros no auge do verão

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Móveis foram queimados na Rua 9 de Julho Foto: Eduardo Paganella 

O mês de janeiro em Porto Alegre foi marcado pela falta de água em diversos bairros, chegando a atingir 13 bairros da capital gaúcha. O motivo do desabastecimento deve-se a uma série de problemas: falta de energia elétrica nas estações de tratamento, fusíveis queimados em uma Estação de Tratamento durante um temporal e o rompimento em uma rede de uma das Estações, entre outros.

Os moradores no mês de janeiro foram profundamente afetados pela falta d’água, que chegou a durar 10 dias. A população relata que não tinha como cozinhar, lavar roupas, nem tomar banho. Uma família, para fazer as refeições, teve que comprar galões de 20 litros de água.

Muitos moradores não puderam ir ao trabalho pela falta de banho, nem abrir seus negócios nos bairros (como por exemplo, uma lanchonete), pois não havia como limpar o lugar. E a água, quando vinha, tinha junto com ela barro, ou gosto ruim.

Segundo seus relatos, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) foi contatado todos os dias, e todos os dias prometia a normalização, que, no outro dia, os moradores se frustravam ao ver que não havia acontecido.

Moradores protestam

A situação de negligência por parte do velho Estado gerou revolta na população, principalmente nos bairros mais pobres. De acordo com a GaúchaZH, no dia 15 de janeiro (uma terça-feira), moradores do bairro Vila Jardim interromperam parcialmente o trânsito na avenida Protásio Álves, protestando contra a falta de água e, moradores da Zona Leste, no dia 16, após 10 dias de enfrentando o problema, bloquearam o trânsito na Rua 9 de Julho, onde móveis foram queimados. Também, no dia 16, moradores da Zona Leste fizeram uma manifestação à beira da pista do entroncamento do das vias.

Entretanto, de acordo com o monopólio de imprensa, o problema do abastecimento de água em Porto Alegre não é novo: moradores do bairro Hípica relatam que quando o verão chega, todos já sabem que terá falta d’água e que o Dmae sempre é contatado, mas que nunca há uma explicação, demonstrando a negligência do velho Estado para com a população, principalmente dos mais pobres.

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