RJ: Polícia Militar é acusada de matar menina de 11 anos

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Jenifer, 11 anos, morreu após ser baleada na porta do bar da mãe em Triagem — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma criança de 11 anos chamada Jenifer Silene Gomes foi baleada no peito enquanto estava na porta do bar de sua mãe na rua Bergamo, no bairro da Triagem, localizado na Zona Norte do Rio. O crime ocorreu na tarde de 14/02. Segundo moradores, os responsáveis pelo disparo foram agentes da Polícia Militar (PM).

A criança deu entrada no Hospital Municipal Salgado Filho, na região do Méier, localizado também na Zona Norte da cidade, entretanto, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela já chegou ao local sem vida.

O povo afirma que policiais militares são responsáveis pelos disparos. Tentando amenizar o caso, a Secretaria de Polícia Militar afirma que a menina já estava morta quando os militares chegaram e, ainda segundo o órgão, os policiais “socorreram” a criança.

A Secretaria de Polícia Militar emitiu um informe oficial de que, segundo o comandante do 3º Batalhão de PM, do Méier, equipes foram acionadas para averiguar um roubo de carga e, ao chegarem ao local, se depararam com pessoas carregando uma criança ferida. “A equipe deu continuidade ao socorro e encaminhou a menina ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier.”, alega o documento da corporação.

O comunicado segue informando que um homem baleado foi encontrado com uma pistola e drogas. Esse homem, segundo a PM, foi socorrido, sendo levado para a Unidade de Pronto Atendimento do Engenho Novo. A corporação nega ter havido uma operação e alega que nenhum policial fez disparos.

'A polícia já chega atirando'

No entanto, a PM foi desmentida pelo povo. Em entrevista ao monopólio de imprensa, uma testemunha conta que estava com a mãe de Jenifer e outras pessoas conversando, até que começaram os tiros. Seu relato contradiz a versão da PM de que havia uma ocorrência de roubo de carga.

A mãe da criança, Katia Silene, após prestar depoimento na Delegacia de Homicídios, chegou ao hospital. Em depoimento, abalada, reiterou a acusação de que os policiais atiraram em sua filha.

“Até quando isso vai continuar? Me ajuda, pelo amor de Deus! A gente é pobre, mora num barraco. A polícia já chega atirando. Não pode! A polícia já chega atirando.”, disse Silene em entrevista ao G1.

Moradores protestaram em repúdio ao crime

Em resposta, os moradores se revoltaram ateando fogo em dois ônibus. A rua Ana Neri chegou a ser interditada na altura da rua Licínio Cardoso. Um dos ônibus foi incendiado na rua Francisco Manuel, em Benfica. O fogo foi controlado por volta das 14h30 pelos bombeiros.

Manifestantes fecham a Rua Ana Neri, na altura da Rua Licínio Cardoso, para protestar pela morte de menina de 11 anos — Foto: Reprodução Redes Sociais

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