SP: Dirigente camponês é preso novamente

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O camponês William Miranda Cabeçoni é levado algemado pelas forças de repressão do velho Estado. Foto: G1

O dirigente camponês Willian Miranda Cabeçoni foi preso no dia 18 de fevereiro, em Agudos, no estado de São Paulo. Cabeçoni é “suspeito de liderar invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)” na região do Borebi, de acordo com o monopólio de imprensa.

William é perseguido desde 2009 quando fez parte da ocupação de uma propriedade grilada pela Empresa Cutrale, na região de Borebi, também em São Paulo. A ocupação em questão ocorreu após a fazenda da Cutrale ter sido considerada improdutiva e destinada à reforma agrária pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A empresa então haveria, após já ter perdido legalmente a posse daquela terra, plantado uma pequena quantidade de pés de laranja, obrigando os camponeses com seus lotes já divididos à derrubá-los, em imagens que seriam gravadas por pistoleiros para criar um fato político contra o MST, que dirigia a ocupação, em particular, e contra o movimento camponês paulista em geral.

Até a publicação desta nota, o MST ainda não se pronunciou. Entretanto, na última prisão de Willian Cabeçoni, o movimento afirmou que ela havia sido uma "ação arbitrária em defesa da Sucocitrico Cutrale, uma das maiores exportadoras de suco de laranja do mundo" e que "a Cutrale vem sendo denunciada há mais de uma década pelo MST por grilagem e invasão de terra públicas”.

“Somente na região de Iaras, existem cerca de 50 mil hectares de terras públicas griladas ilegalmente por empresas do agronegócio dos setores da laranja, da cana de açúcar e celulose”, afirmou o MST.

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