México: Corrente do Povo - Sol Vermelho anuncia jornada de lutas em Oaxaca

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A Corrente do Povo – Sol Vermelho, movimento revolucionário do México, emitiu um comunicado anunciando o inicio de sua jornada de lutas na região de Oaxaca. A data marcada para o inicio das jornadas é dia 11 de março.

A organização estabeleceu quatro consignas principais para seu trabalho de mobilização politica na região: 1) apresentação com vida do doutor Ernesto Sernas, 2) reparação integral do dano e cumprimento de medidas cautelares para a população de San Miguel Copala, que foi despejada de suas casas, 3) o cancelamento da subestação elétrica militar da Secretaria de Defesa Nacional (Sedena) e San Blas Atempa e, 4) respeito pelo trabalho e liberdade de associação dos trabalhadores da saúde reunidos na Seção 9-Oaxaca do Sindicato Independente Nacional de Trabalhadores de Saúde (Sints).

Todas essas consignas denunciam crimes do velho Estado mexicano contra os direitos do povo. Como a própria organização afirma, "já se passaram dez meses desde o desaparecimento forçado do nosso companheiro, Doutor em Direito Ernesto Sernas García. Dez meses terríveis em que a Procuradoria Geral da República não deu a devida atenção à questão, ignorando por completo seu trabalho de defender presos políticos e povos em resistência”.

Os revolucionários analisam que a situação é a mesma na Defensoria dos Direitos Humanos em Oaxaca (DDHO) e dão como exemplo o registro das famílias Triqui deslocadas de San Miguel Copala, que foram expulsas de suas terras pelo latifundiário Arturo de Jesús Peimbert Calvo e que, "até agora, ainda aguardam resposta formal aos recursos legais perante o Provedor de Direitos Humanos do Povo de Oaxaca, que por sua vez procrastinam lado a lado com a Coordenação para a Atenção dos Direitos Humanos do Poder Executivo do Estado".

A organização denuncia ainda que a procrastinação e negligência do velho Estado se manifesta, do mesmo modo, contra "as comunidades de Puente Madera, Rancho Llano e Loma Bonita, município de San Blas Atempa que, para defender suas terras e territórios, foram submetidas a prisões arbitrárias, ataques com armas de fogo, tiveram suas plantações queimadas, e foram vitimas de criminalização e perseguição política, tudo no contexto da imposição da subestação de energia militar servindo à Sedena como parte de megaprojetos do imperialismo, e a criação da Guarda Nacional, que envolve a militarização do país e aprofundar de guerra contra o povo e o terrorismo de Estado, para proteger o investimento imperialista. Nesse caso também a DDHO não disse uma palavra”, protesta.

Nesse contexto de completa negligência e ataques dos órgãos do velho Estado reacionários em relação aos direitos do povo, a Corrente do Povo – Sol Vermelho tem como bandeira "a defesa dos direitos das pessoas, incluindo o direito à autodeterminação, o direito à terra para os camponeses pobres, a liberdade de associação e o direito à greve por parte dos trabalhadores, e principalmente: o direito ao poder”.

E frisa: "Não acreditamos na legalidade burguesa, não praticamos a colaboração de classes para conciliar posições entre opressores e oprimidos e não assumimos como nossa a prática liquidacionista de ‘acordos de pacificação’, que servem apenas para a desmobilização e o desarmamento ideológico do proletariado e dos povos”.

A Corrente do Povo Sol Vermelho também afirmou que realizará um ato político-cultural durante essa jornada de mobilização de massas para comemorar o centenário da fundação da Internacional Comunista e o centenário da constituição do Partido Comunista do México.

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