Descaso e chuva deixam ao menos 12 mortos em São Paulo

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Foto: Reprodução/Rápido no ar

Depois de mais de 10 horas de chuvas torrenciais na cidade de São Paulo e no ABC paulista, pelo menos 12 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas, no dia 11 de março. Muitos ficaram ilhados em diversos pontos da região metropolitana e tiveram que ser resgatados com botes, lanchas e helicópteros.

Em mais de 100 pontos, deslizamentos causaram mortes e danos irreparáveis para milhares de trabalhadores, como em Ribeirão Pires, onde quatro pessoas de uma mesma família morreram soterradas após a festa de aniversário de uma das vítimas.

Em um outro deslizamento, dessa vez em Embu Das Artes, na grande São Paulo, um bebê de um ano morreu soterrado em outro deslizamento de terra. As demais mortes ocorreram por afogamentos em diferentes pontos do ABC e da capital.

Enquanto as maiores cidades de São Paulo estavam debaixo d’água, o prefeito Bruno Covas (PSDB) estava em uma licença não remunerada passeando com sua família pela Europa. Há anos, moradores de favelas e bairros pobres – como sempre, as regiões mais atingidas – denunciam a falta de estrutura de seus locais de moradia, como saneamento, água potável e até limpeza de bocas de lobo e galerias. Mas dessa vez, o descaso dos gerenciamentos de turno produziu uma catástrofe sem precedentes. Segundo a própria secretaria das subprefeituras, foi a chuva mais letal e devastadora dos últimos 20 anos em São Paulo.

“Há quase um ano das oito mortes oficiais no Prédio do Largo do Paissandu WPA, São Paulo volta a viver uma nova tragédia causadas pelas chuvas. Crianças já haviam morrido há pouco mais de um mês soterradas na cidade de Mauá, por causa das chuvas. Agora mais 12 mortes, até este momento. Quem são os responsáveis por estas tragédias? O acaso? A Natureza? São casos fortuitos? Eu prefiro acreditar que não, a coisa vai mesmo da omissão, negligência ao puro descaso, ou simplesmente ódio aos pobres.”, disse o professor de planejamento e gestão de território da UFABC, Benedito Roberto Barbosa em sua página do Laboratório de Justiça Territorial.

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