PA: Ação truculenta da PM em Ponta de Pedras executa cachorro

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Foto ilustrativa

Trabalhadores de Ponta de Pedras, na Ilha de Marajó, denunciam a execução de um cachorro por policiais militares no dia 1º de março, por volta das 20h30. De acordo com os moradores, o fato ocorreu em meio a uma caçada com cerca de 20 PMs por apenas um foragido da justiça, e a casa onde estava o cachorro foi invadida de maneira truculenta e os agentes atiraram no cachorro ao não encontrar quem procuravam. Apesar da violência, os donos do animal até o momento não registraram boletim de ocorrência na delegacia temendo represálias por parte dos agentes.

Os moradores denunciam que durante a busca, muitos PMs estavam sem quaisquer identificação. Na hora da ação, os trabalhadores que moram na região estavam todos reunidos, apenas conversando, quando foram surpreendidos de maneira repentina pelos PMs, que, sem nenhum motivo, os golpearam com coronhadas e xingamentos. Como não encontraram o foragido, decidiram executar o cachorro.

“Quando eles chegaram, os moradores da casa, mais outros vizinhos estavam todos conversando na frente da casa. Eles chegaram dizendo ‘perdeu’, ‘perdeu’, deram coronhada na cabeça de uma pessoa e xingaram outras, não conversaram com ninguém. Eles estavam armados e foram entrando na casa, onde não tinha ninguém, só o cachorro na coleira e aí ouvimos um tiro.”, denuncia um morador.

Após os donos ouvirem os tiros foram até o local e encontraram o cachorro assassinado. Eles dizem que, no momento, chegaram a questionar os PMs, que responderam com desprezo.

“Quando eles saíram de dentro da casa a dona entrou lá para ver como estava a situação. Foi quando ela se deparou com o animal morto e gritou. O morador foi dizer que eram pessoas do bem e reclamar com eles o porquê de terem atirado no cachorro e um deles, de forma até irônica, disse que não era veterinário. Esse policial chegou a dizer que a polícia recebeu denúncia de que o bandido estava escondido lá na casa. Mas isso não procede, porque naquela casa moram pessoas do bem e que vivem aqui há muitos anos.”, protestou o morador.

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