RJ: Polícia é acusada de matar criança e adulterar cena do crime

A- A A+

Foto: Reprodução/Facebook

O jovem Kauan Noslinde Pimenta Peixoto, de 12 anos, foi assassinado durante uma incursão de agentes do 20º BPM de Mesquita, na noite de 16 de março. Testemunhas e familiares acusam os policiais de entrarem atirando no local e serem os responsáveis pelo assassinato, executado de maneira consciente, contra Kauan.

O jovem estava passando um tempo na casa do pai, como fazia a cada 15 dias. De noite a criança saiu com o primo de dez anos para comprar um lanche em um estabelecimento próximo. Os garotos estavam entre as ruas Rondon Gonçalves e Magno de Carvalho, no exato momento em que se iniciou a operação.

Testemunhas que estavam de passagem e outras sentadas em um bar próximo à cena do crime afirmam que os policiais já desceram da viatura atirando contra o menino.

“A Blazer parou, [um policial] já desceu atirando em direção a ele. Um tiro pegou no abdômen. Ele caiu encostado no muro. O policial se aproximou, e ele falou: ‘sou morador’. Deram um tiro na perna dele e depois algemaram ele”, afirma um parente da criança, com base nos relatos de testemunhas, em entrevista ao monopólio de imprensa, G1.

“Pegaram pela bermuda e jogaram ele na Blazer. Os outros policiais ficaram catando as cápsulas todinhas. Não deixaram uma cápsula pra trás. Não tinha tiroteio”, continua o parente de Kauan.

A mãe do jovem, ao saber do ocorrido com seu filho, foi até a cena do crime em busca das cápsulas, entretanto, nada foi encontrado. Há ainda a suspeita de que os policiais usaram até mesmo luvas cirúrgicas para adulterar a cena do crime.

"Como que a polícia entra num conflito e leva luva, luva de hospital? Não tem cápsula. Na troca de tiro, tinha que ter cápsula, tanto deles que supostamente estariam se defendendo, como dos marginais. Não tinha cápsulas. A gente veio filmando a rua. A gente procurou até dentro da lata do lixo”, afirmou a mãe de Kauan ao G1, comprovando a falsa versão oficial.

Kauan foi ferido no pescoço, no abdômen e na perna. Ele foi levado ao pronto-socorro, dando entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Segundo o boletim da unidade, o jovem passou por uma cirurgia de retirada das balas, porém não resistiu aos ferimentos.

Durante o velório familiares gritavam pedindo justiça, repetindo: “Três tiros não é bala perdida”.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja