SP: Fascista Bolsonaro cancela visita ao Mackenzie devido a manifestação de estudantes

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Foto: Reprodução/Twitter

Nesta quarta-feira, 27 de março, estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, realizaram uma manifestação contra a visita do fascista Jair Bolsonaro à instituição, que estava prevista para ocorrer na tarde de hoje. Devido ao protesto, Bolsonaro cancelou o compromisso.

Ainda no começo do dia, os estudantes se reuniram na Rua Maria Antônia, em frente à universidade, no bairro da Consolação, região central da capital, com cartazes denunciando o governo militar de Bolsonaro, tutelado pelo Alto Comando das Forças Armadas reacionárias.

Além de denunciar seu governo militar e a própria figura de Bolsonaro, os manifestantes criticaram duramente a convocatória feita pelo “presidente” para comemorações do aniversário do golpe militar de 1964 – golpe que deu início ao regime militar fascista financiado e orquestrado pelo USA.

Segundo informações veiculadas no monopólio da imprensa, oficialmente a Secretaria de Comunicação da Presidência da República não havia cancelado o evento porque ele não havia sido confirmado. Porém, mesmo não constando na agenda de Bolsonaro, a visita havia sido confirmada pela assessoria de Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, e constava na lista de compromissos do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.

Além disso, no dia 18 de março, o fascista Bolsonaro havia avisado pelo Twitter: "Nos próximos dias, estaremos na Universidade Mackenzie - SP, referência na pesquisa de grafeno no Brasil, juntamente com o Ministro de Ciência e Tecnologia".

Temendo a manifestação dos estudantes, Bolsonaro cancelou a visita e o fato foi informado em comunicado interno do Mackenzie, assinado pelo professor Wilson do Amaral Filho.

Histórico confronto

A manifestação realizada pelos estudantes hoje ocorreu, como dissemos acima, na Rua Maria Antônia, local onde, em 2 de outubro de 1968, ocorreu a histórica ‘Batalha da Maria Antônia’.

Na ocasião, estudantes da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (que eram contrários ao regime militar) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie (que eram a favor) entraram num violento confronto, sendo que as universidades eram vizinhas. O resultado destes confrontos foi a morte do estudante secundarista José Carlos Guimarães, de 20 anos, atingido na cabeça por um tiro vindo da Mackenzie.

Quase 51 anos depois, agora, em 27 de março de 2019 – um dia antes do histórico 28 de março, dia do estudante, quando, em 1968, Edson Luís foi assassinado no Rio de Janeiro –, os estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie dão exemplo e se manifestam contrários ao regime militar que infelicitou o Brasil durante 21 anos e contra o governo militar de Bolsonaro.

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