Massacre na escola em Suzano é parte da guerra civil reacionária: A juventude clama por uma transformação radical dessa sociedade decadente!

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Nota publicada pela Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária no dia 27 de março de 2019 e enviada à Redação de AND na mesma data.


No dia 13 de março dois jovens, um menor de apenas 17 anos e outro de 25 anos, entraram atirando na Escola Estadual Professor Raul Brasil no município de Suzano (São Paulo) e assassinaram 5 estudantes e duas funcionárias da escola, além do tio de um dos rapazes. Logo após, se suicidaram. Um dos jovens havia estudado nessa mesma escola.

O acontecido causou profunda dor e revolta em todo o povo brasileiro, que assistiu atônito mais uma vez sua juventude se matando dentro de uma escola pública de uma forma bárbara.

O monopólio de imprensa repercutiu durante semanas o massacre, utilizando dele para difundir suas posições de classe preconceituosas com o povo pobre, além de sensacionalistas e anticientíficas, sem nenhuma correspondência com a realidade objetiva. Nenhuma palavra sobre a dura realidade que esse sistema capitalista vil, parasitário e agonizante, impõe à nossa juventude, e que acabam induzindo jovens oriundos da pequena burguesia, parte do povo oprimido e explorado, a aderir a essas ideologias supremacistas raciais.

Não foi à toa que o nazismo ganhou vulto na Alemanha pré-Segunda Guerra Mundial, exatamente em um momento de crise profunda do capitalismo mundial, o sistema imperialista. São nesses momentos que essas ideologias reacionárias ganham corpo. Momento em que se agudizam todas as contradições da sociedade, em que as condições de vida das massas trabalhadores pioram exponencialmente, e aflora todo tipo de ideologia. A direita busca disputar a consciência das pessoas com seu pensamento reacionário, particularmente a juventude, disseminando suas ideologias antipovo e antipobre. Essa ideologia penetra inclusive a consciência de pessoas oriundas das classes oprimidas, vulneráveis que estão, particularmente os jovens.

A ideologia dominante quer passar esses jovens por assassinos natos, serial killers, difundindo a concepção reacionária burguesa da “natureza humana”, como se o ser humano fosse mau ou bom por natureza. Como se alguém nascesse serial killer. As classes dominantes hoje, ainda mais reacionárias, querem fazer crer que os pobres são bandidos por natureza. Como declarou o bandido, e na época governador do Rio, Sérgio Cabral em uma entrevista em 2007 se referindo às mulheres moradoras de favelas: “Isso é uma fábrica de produzir marginal”.

Oportunistas de todo tipo aproveitam essa tragédia para defender seu pacifismo reacionário, falando contra a violência em geral, como foi a manifestação da APEOESP, como se a culpa fossem das armas e não do sistema. Não admitem que esse massacre é produto de uma sociedade extremamente violenta, onde as contradições cada vez mais se resolvem pela via da violência, uma sociedade em avançando estado de guerra civil reacionária, onde as classes dominantes reacionárias grande burguesia e latifúndio, despejam sua violência reacionária cotidianamente contra o povo. Essa ira desmedida e odiosa contra seus semelhantes é produto de um sistema que violenta sistematicamente sua juventude, seja através da negação dos direitos mais elementares, como ensino público e gratuito, escolas descentes e que sirvam ao povo, saúde pública, moradia e transporte, alimentação, emprego, lazer, etc, mas também através da imposição de todo o lixo cultural que difunde sua ideologia reacionária através das próprias redes sociais, difundindo o individualismo e o egoísmo como valores inatos do ser humano, onde as pessoas valem o que tem e não o que são, formando uma sociedade de jovens frustrados. Nesse panorama de crise econômica, social e moral em que ideologias racistas, supremacistas e xenófobas são disseminadas entre os jovens, que são os principais usuários dessas redes, ou mesmo através dos jogos eletrônicos, filmes e músicas que difundem essas ideologias.

O sistema prega o ódio contra os seus próprios irmãos, e alguns, nesses episódios lamentáveis, acabam voltando as armas contra os seus. Porque esses jovens, assassinos covardes, mas também vítimas do sistema e de si mesmos, pois acabaram mortos da mesma maneira, compraram o discurso do opressor e morreram como carrascos.

A juventude revolucionária precisa compreender que o capitalismo está em sua fase última, de decomposição geral do sistema imperialista. E todo tipo de podridão moral, ideológica, em todas as esferas da sociedade só tende a se agravar. Nosso único caminho é destruir esse sistema, causador de todos esses males, e dirigir contra nosso inimigo comum nossa ira, essa sim justa, pois Rebelar-se é justo contra toda opressão e exploração!

Não vamos acabar com esse sistema devorador de carne humana pregando paz e levantando bandeiras brancas. Se queremos a paz entre nós, devemos lutar por ela, conquistá-la. E para isso, teremos que fazer uma revolução democrática que derrote o latifúndio, a burguesia e o imperialismo! Construindo uma sociedade mais justa.

Lamentamos profundamente a perda da vida dos estudantes assassinados em Suzano e juramos vingá-los, assim como todos os jovens que tiveram suas vidas ceifadas pela violência policial nas periferias e por todos os males causados por esse sistema apodrecido. Rebelar-se é justo! Organizar o povo pra fazer revolução!

Abaixo a violência do velho Estado contra o povo pobre!
Viva a juventude combatente!

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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