PA: Marabá tem protestos contra a Vale e a "reforma" da Previdência

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No dia 21 de março, uma Assembleia Geral de Docentes da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, organizada pelo SINDUNIFESSPA/ANDES-SN, deliberou pela adesão ao dia nacional de luta contra a “reforma” da Previdência.

Somando-se ao dia de paralisação nacional, no dia 22 de março, a Frente de Defesa da Previdência organizou atividades em vários pontos do município. No turno da manhã, uma passeata ocorreu no núcleo da Cidade Nova, em frente ao INSS, e contou com a participação não só dos trabalhadores da cidade, mas também do campo.



Já no turno da tarde, um debate lotou o auditório da Faculdade Carajás, na Nova Marabá. Contando com a presença de renomados advogados do estado, a atividade desmascarou o caráter privatizante e antipovo da “reforma”.

Em ambas atividades, o Comitê de Apoio à Luta Pela Terra e a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia realizaram panfletagens do editorial do jornal A Nova Democracia conclamando a Greve Geral de Resistência Nacional para barrar os ataques contra nosso povo e os crimes contra nossa Nação.



crime da Vale em Brumadinho – MG

Já no dia 27 de fevereiro, manifestantes realizaram um ato público em frente ao Fórum de Marabá em solidariedade às vítimas de Brumadinho. Foi uma vitoriosa atividade que se somou às diversas manifestações contra a Vale. Após completar 1 mês do crime na cidade de Brumadinho, os responsáveis seguem impunes e acobertados pelos gerentes estaduais e nacional, como afirmou a nota da Liga dos Camponeses Pobres distribuída no ato pelo Comitê de Apoio à Luta Pela Terra de Marabá e região.

De acordo com estudos recentes, o Pará tem uma das situações mais preocupantes. Duas das maiores barragens da Vale encontram-se instaladas na região de Marabá e Canaã dos Carajás, conhecidas como Projeto Salobo e Sossego, respectivamente. Dados confirmam a gravíssima situação de que só a primeira barragem acumula cerca de 200 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos. Dias antes da manifestação, foram registrados áudios de trabalhadores da mineradora denunciando tremores na região de Marabá. A cara de pau é tanta que os responsáveis pela empresa na região desmentiram tal informação atrelando o ocorrido a “fenômenos naturais”.

Todos esses crimes cometidos contra a Nação só fazem crescer a revolta popular. Na região, é crescente a mobilização contra as ações da mineradora. Em Canaã dos Carajás, no dia 17 de março ocorreu um encontro reunindo organizações como as Brigadas Populares do Pará, CEPASP, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canaã, Associações de Moradores e Movimento pela Serras e Águas de Minas, com o intuito de impulsionar a luta e a articulação entre os atingidos pelas grandes mineradoras do Pará e Minas Gerais. Um novo encontro - ampliado - foi marcado para ser realizado nos próximos dias 27 e 28 de abril.

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