Seminário 'Resistir para Existir! Sangue Indígena, Nenhuma Gota a Mais!' é realizado em Manaus

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Na terça-feira da semana passada, 26 de março, foi realizado, no campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus, o Seminário 'Resistir para Existir! Sangue Indígena, Nenhuma Gota a Mais!' com o intuito de realizar um debate com a comunidade acadêmica sobre a intensificação da violência promovida pelo velho Estado burguês-latifundiário contra os povos indígenas. Além disso, houve a realização de apresentações culturais como modo de várias etnias reafirmarem sua cultura.

O evento foi dividido em dois grandes momentos. Pela manhã foram realizados debates sobre a educação indígena e a tarde foram promovidos debates sobre saúde indígena e o direito à terra. Cabe ressaltar a presença de indígenas em todas as mesas de debates. Nas suas falas todos os indígenas denunciaram as práticas de extermínio fomentadas e até mesmo praticadas pelo velho Estado em todas as regiões do Amazonas.

Uma delas é a precarização das escolas nas aldeias. Os indígenas denunciaram a falta de professores, a presença de professores desqualificados, escolas com estruturas precárias e falta do envio de alimentação adequada.

Sobre a saúde, os presentes denunciaram os assassinatos de indígenas devido a precarização das condições sanitárias, associado com falta de profissionais de saúde, falta de medicamentos e a dificuldade de acesso a médicos especialistas.

Os indígenas também denunciaram de maneira combativa que não irão permitir o processo de municipalização da saúde indígena, processo recentemente proposto pelo Ministério da Saúde em que todas as obrigações da Secretaria de Saúde Indígena são transferidas para as já precárias secretarias municipais de saúde, pois isso irá acelerar o processo de adoecimento e morte em diversas aldeias indígenas de todos os povos.

Em outro momento, os indígenas realizaram diversas denúncias contra o latifúndio e suas ações, como o avanço da grilagem e da soja no sul do Amazonas associado ao uso de agrotóxicos, que, ao alcançarem os rios e igarapés, adoecem os indígenas. Além disso, denunciaram também o avanço da mineração e do desmatamento nas diversas regiões do estado. Contudo, em seus discursos, afirmaram que apenas um movimento organizado e combativo irá mudar esse cenário. Não há nenhuma possibilidade de conciliação dos direitos indígenas com os interesses da grande burguesia e do latifúndio lacaios do imperialismo ianque. Ao final do evento foi realizada mais um ritual ancestral como forma de valorizar a cultura indígena.

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