RJ: Exército genocida fuzila carro com família e assassina músico em Guadalupe

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Evaldo Rosa dos Santos, assassinado covardemente pelo Exército "brasileiro"

O Exército reacionário promoveu novo crime sanguinário contra o povo, mais um em sua longa lista de massacres contra a população brasileira. 

No último domingo, 7 de abril, militares abriram fogo contra um carro que transportava uma família e assassinaram o músico Evaldo Rosa dos Santos, no bairro de Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro. Evaldo estava com a esposa, o filho, o sogro e uma amiga, indo para um chá de bebê, quando o carro foi fuzilado por mais de 80 tiros. O sogro da vítima, Sérgio Gonçalves de Araújo, também foi atingido e está hospitalizado.

Uma outra pessoa que não estava dentro do veículo também foi atingida pelas dezenas de tiros e socorrida para um hospital.

Cinicamente, o Comando Militar do Leste afirmou que os militares atiraram para revidar disparos de criminosos que estavam assaltando próximo ao Piscinão de Deodoro. Os inimigos do povo ainda afirmaram na nota oficial que um assaltante foi morto, outro foi ferido e um pedestre foi vítima de bala perdida. Porém, os fatos desmentem categoricamente a nota mentirosa do Exército.

Leonardo Salgado, delegado da Delegacia de Homicídios, afirmou que “tudo indica que os militares realmente confundiram o veículo com um veículo de bandidos. Mas neste veículo estava uma família. Não foi encontrada nenhuma arma”. Já o filho de Evaldo, Daniel Rosa, desabafou: 

— Eles [os militares do Exército] têm que ser presos. Como pode fazer uma coisa dessas? Meu pai era um cara do bem, nunca fez uma maldade contra ninguém. E morrer assim? Com o carro cheio de tiros. Essa gente não pode ter arma na mão. São despreparados. Vou à Alerj e onde mais for necessário — protestou, e concluiu: "O presidente Jair Bolsonaro disse que o Exército veio para proteger a gente e não para tirar vidas".

A esposa de Evaldo, Luciana Nogueira, muito abalada, denunciou para a imprensa que os soldados ainda ficaram debochando do sofrimento da família.

 — O meu filho estava no carro, viu tudo. Ele quer a foto do pai. Eu falei que o pai está no hospital. Por que o quartel fez isso? Os vizinhos começaram a socorrer, mas eles continuaram atirando. E falei: ‘moço, socorre o meu esposo’. Eles não fizeram nada e ficaram de deboche.

A reportagem de AND está acompanhando os fatos e trará mais informações na próxima edição impressa. Abaixo, segue o vídeo divulgado pela Ponte Jornalismo com imagens do acontecimento.

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