RJ: Moradores fecham rua contra a morte de Lucas Brás

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Moradores protestam contra o assassinato de Lucas. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Moradores da comunidade Parque Royal, localizada na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, fecharam a Estrada das Canárias, que fica nas imediações da comunidade, em protesto ao assassinato de Lucas Brás, de 17 anos. A população afirma que a PM disparou com um fuzil nas costas do jovem enquanto este retornava do seu curso de informática. A manifestação foi realizada há mais de uma semana, na tarde de 29 de março.

A Polícia Militar afirmou em comunicado oficial que o jovem era um marginal que entrou em confronto com os PM’s e por isso foi alvejado, afirmando também que este portava pistola e uma pequena quantidade de maconha. Além desse fato ser negado pelas testemunhas do ocorrido, o pai do jovem reforçou a negação da versão oficial nas redes sociais, afirmando que se trata de uma postura covarde dos policiais.

— A PM está acusando o meu filho de ser bandido, ele estava voltando do curso. Pagou a auto-escola ontem. Ele não era envolvido com o tráfico. O que estão fazendo é uma covardia  desabafou o pai, que não será identificado por razões de segurança, nas redes sociais.

Segundo a declaração de um amigo da família de Lucas, que não desejou ser identificado, no momento do crime não estava tendo operação policial e a PM já chegou no local atirando para o alto, enquanto moradores desciam do transporte coletivo.

— Não estava tendo operação policial. Lucas desceu da van e no que atravessou a rua veio o carro da polícia. Deram tiro para cima e todos correram, menos ele. Creio que não tenha entendido o que estava acontecendo. Em seguida foi atingido  disse o amigo em entrevista ao jornal Extra.

O jovem deu entrada no Hospital Municipal Evandro Freire, mas logo em seguida não resistiu aos ferimentos. Ao encontrar o corpo do filho, o pai do jovem o viu apenas com a bermuda, camiseta e o tênis que ele usou no dia do crime, além da carteira de identidade levava no bolso. A mochila com o seu material escolar desapareceu.

Lucas fazia curso de informática no bairro de Bonsucesso e estudava a noite na Escola Estadual Leonel Azevedo, na Ilha do Governador.

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