AM: Camponeses do Seringal São Domingos denunciam massacre

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Velório de Nemis Machado de Oliveira. Foto: Comissão Pastoral da Terra/Divulgação/Estadão Conteúdo

No dia 5 de abril, os camponeses expulsos do Seringal São Domingos (AM) se reuniram com representantes da Defensoria Pública do estado do Acre (DPE-AC), do Ministério Público Federal (MPF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e parlamentares do Acre, com o objetivo de denunciar e exigir a investigação dos crimes cometidos no ataque sofrido no dia 30 de março, por um grupo paramilitar a mando de latifundiários.

Naquele dia, pistoleiros invadiram o seringal, assassinaram o dirigente Nemis Machado de Oliveira (50), que ainda teve parte do corpo queimado, incendiaram duas casas, e agrediram diversas pessoas. Cerca de 40 famílias foram obrigadas a abandonar a região. A imprensa local afirma que mais três pessoas foram assassinadas desde então, mas a CPT confirmou apenas a morte do dirigente. Na semana passada, homens armados invadiram o Projeto de Assentamento PAD Peixoto, no Ramal Granada, atrás de outro dirigente do seringal, conhecida como “Cocó”, que conseguiu fugir e se esconder.

De acordo com a CPT, cerca de 20 camponeses já prestaram depoimento à Polícia Federal (PF) de Rio Branco. Eles denunciaram os diversos crimes que sofreram enquanto estavam na mira dos pistoleiros, como tentativa de homicídio, danos ao patrimônio, queima de casas, torturas, ameaças de morte, tentativa de expulsão; cárcere privado, além do homicídio de Nemis Machado de Oliveira.

Trabalhadores rurais são multados pelo Ibama

Como se não bastasse toda violência sofrida, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobrevoou o seringal de helicóptero após a invasão, e aplicou multas de mais de R$ 100 mil às vítimas do ataque armado.

O Seringal São Domingos está situado no município de Lábrea (AM), próximo à tríplice fronteira dos estados do Acre e Rondônia, na região conhecida como Ponta do Abunã. A região é bastante cobiçada por madeireiros e fazendeiros interessados em ampliar as áreas de pasto. O seringal é formado por pequenos e médios produtores, com as fazendas medindo de 100 a 400 hectares. Estima-se que ao menos 160 famílias morem dentro do Seringal São Domingos.

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