Ex-presidente fascista Alan García se suicida no Peru

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O ex-presidente do Peru, Alan Gabriel Ludwig García Pérez, morreu na manhã desta quarta-feira, 17 de abril, após atirar contra a própria cabeça em sua casa pouco antes de ser detido pela polícia. A morte de García foi confirmada pelo secretário de seu partido, chamado "Aliança Popular Revolucionária Americana" (Apra), um partido de direita e contrarrevolucionário.

García era alvo de um pedido de prisão temporária por dez dias e era suspeito de ter recebido propina da construtora Odebrecht.

Segundo informações do monopólio da imprensa peruana, a polícia chegou na residência do ex-gerente federal, na capital Lima, por volta das 6h30. Ao ser avisado da prisão, García pediu para falar com seus advogados e, posteriormente, atirou contra a cabeça. Ele foi levado ao hospital Casimiro Ulloa, mas não resistiu, sendo que, de acordo com Zulema Tomás, ministra da Saúde, García havia sofrido três paradas cardíacas.

Entre as personalidades que prestaram condolências está o atual gerente federal do Peru e também fascista Martín Vizcarra, que ficou "Consternado com o falecimento". Tal acontecimento, além do mais, escancarou, novamente, a podridão e a corrupção intrínseca que fazem parte da velha ordem sustentada pelo velho Estado burguês-latifundiário peruano.

TRAJETÓRIA DE CRIMES CONTRA O POVO

O aprista (membro da Apra) Alan García Pérez tinha 69 anos e era um dos quatro ex-chefes do velho Estado peruano investigados de receber suborno da construtora brasileira Odebrecht.  Além disso, foi presidente do Peru entre 1985 e 1990, e, novamente, de 2006 a 2011.

Há quase 33 anos, no dia 19 de junho de 1986, durante seu primeiro gerenciamento, foi quando o fascista García sujou suas mãos de sangue ao ordenar o maior crime de guerra contra o povo peruano.

Na ocasião, conforme aponta uma nota publicada em AND nº 133, de julho de 2014, "o gerenciamento do Estado fascista peruano encabeçado por Alan García ordenava um dos mais abjetos crimes de guerra já ocorridos contra prisioneiros políticos no mundo". E prossegue:

"No 19 de junho de 1986, incapazes de impedir a resistência dos prisioneiros políticos do Partido Comunista do Peru (PCP), que converteram as prisões em Luminosas Trincheiras de Combate, as forças de repressão peruanas executaram o sinistro plano genocida de eliminar os dirigentes e militantes presos, lançando um covarde ataque contra os presídios de Lurigancho, Callao e na Ilha do Frontón. Os prisioneiros protagonizaram uma das mais heroicas resistências da história recente da América Latina, combatendo com armas precárias e improvisadas os esbirros das forças armadas reacionárias peruanas, resistindo ao covarde bombardeio e aos fuzis da reação com altivez [...]".

Para concluir, tal matéria aponta que "Anualmente, a data [19 de junho] é celebrada pelo PCP e por diversas organizações e partidos revolucionários do mundo como o Dia da Heroicidade".

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