PA: Trabalhadores do Grupo Mateus denunciam precárias condições de trabalho e baixos salários

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Fotos: Reprodução

Durante os dias 29, 30 de março e 1º de abril, os trabalhadores da rede de supermercados Mateus, em Belém, bloquearam com barricadas a Rodovia Augusto Montenegro, em frente ao depósito central. Os trabalhadores denunciaram os baixos salários, os descontos indevidos nos pagamentos e as precárias condições de trabalho em toda a rede. 

O trabalhador Naim Leal denunciou que a empresa – uma das maiores do Norte e Nordeste – não paga vale alimentação e até mesmo o vale transporte, provocando, assim, grandes prejuízos aos baixos salários dos trabalhadores. Além disso, há vários casos de assédio moral e o não pagamento de horas extras. “Há cerca de três anos, não temos reajuste salarial, precisamos de tíquete alimentação e vale transporte, bem como espaço adequado para as refeições. Não aguentamos mais. Nesta sexta-feira (29/03) fizemos uma manifestação pacífica e agora decidimos fechar a via. Nosso objetivo é chamar a atenção para o que está acontecendo. Estamos brigando pelos nossos direitos”, disse. 

A precária estrutura favoreceu o aparecimento de ratos e os trabalhadores denunciam que cerca de 3 deles contraíram leptospirose. O trabalhador Elivan Lobato, que atua como paleteiro há cerca de dez meses, denuncia que o desrespeito aos direitos trabalhistas se tornou, há muito tempo, rotina em todas as lojas da empresa, e não apenas no depósito central. Apesar de correr risco de demissão, o trabalhador afirma a importância da combatividade pelos seus direitos. 

“Trabalhamos nove horas por dia, não temos como ir em casa almoçar porque não sobra tempo e a empresa nem ao menos nos fornece tíquete alimentação. Somos obrigados a trazer marmita de casa e almoçar em um espaço mínimo sem a menor condição. Convivemos em um local infestado de ratos. Com certeza, se a Vigilância Sanitária fosse até lá, ele seria fechado, porque não é difícil encontrar fezes, inclusive sobre as mercadorias, além de morcegos e pombos. Nós não temos direito nem a um plano de saúde. É uma situação muito complicada. Não vou me calar. Sei que ao final serei demitido, mas não podemos deixar de denunciar situações como essa”, denuncia Elivan. 

          

Em nota ao monopólio de imprensa, o Grupo Mateus condenou o ato dos trabalhadores, pois não houve atendimento dos requisitos legais: “não foram preenchidos os requisitos legais para a deflagração do movimento, conforme a Lei de Greve. Todo esse movimento ocorreu no mesmo mês em que o Sindicato deixou de receber compulsoriamente as contribuições sindicais, em cumprimento à decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal e também da proibição contida na Medida Provisória nº 873/2019, considerada uma grande conquista para os trabalhadores brasileiros”. 

Diante da intensa mobilização dos trabalhadores, no dia 05/04, os patrões e órgãos do velho Estado atenderam parte das reivindicações para encerramento dos atos que se encaminhavam para uma greve.

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