Ufam libera entrada da Polícia Militar no campus de Manaus

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Foto ilustrativa

No início de abril, a reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) realizou uma reunião com a Polícia Militar após mais uma ocorrência formal de roubo em uma parada de ônibus na entrada do campus de Manaus.

O monopólio de imprensa noticiou a ocorrência de um assalto onde houve troca de tiros com os vigilantes patrimoniais no dia 8. Em comunicado, a reitoria afirma que o roubo ocorreu por volta das 18h30 na parada de ônibus do Setor Sul, entretanto, vários estudantes afirmam que o assalto realmente ocorreu, mas foi na parada de ônibus localizada na entrada da Ufam e não dentro do campus. Além disso, não houve troca de tiros, mas por conta do susto houve tumulto e correria.

Na tarde do dia seguinte, 9 de abril, a reitoria realizou uma reunião em caráter extraordinário com a PM para definição de “estratégias de reforço da segurança”. Hoje, todo o sistema de vigilância e monitoramento da Ufam está já interligado diretamente com o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), gerenciado pela própria PM desde de 2018, conforme já noticiado na matéria AM: PM aumenta seu controle sobre a universidade federal.

Cabe ressaltar que, tanto a decisão da interligação do sistema de vigilância como a reunião extraordinária, ocorreram sem nenhuma participação dos conselhos superiores da Ufam, tampouco dos professores, trabalhadores e, principalmente, dos estudantes. O Ciops foi inaugurado antes da Copa da Fifa de 2014, sob argumentação da segurança, mas foi amplamente utilizado no monitoramento dos protestos combativos de 2013 por melhorias nas condições de vida do povo.

A reitoria afirma a importância da interligação com o Ciops como “ferramenta para maior rapidez das ações da PM”. No entanto, essa rapidez não vem acontecendo. Alunos relatam que não houve redução do número de assaltos no entorno e dentro do campus de Manaus que justificassem a eficácia desse cerco policial militar à universidade, cujo objetivo se demonstra somente cercear e controlar as atividades políticas populares dentro da instituição.

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