AP: Trabalhadores do Samu denunciam precarização

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Foto: Fabiana Figueiredo

Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) denunciam que estão com suas atividades prejudicadas por conta da precarização do serviço. Na noite de 24 de abril, a situação ficou insustentável ao ponto do Samu ser interrompido, pois todas as 52 macas estavam retidas no Hospital de Emergência de Macapá, capital do Amapá.

Os trabalhadores denunciam que as macas são utilizadas como leitos nas enfermarias, sobretudo para idosos e vítimas de acidentes de trânsito. Para que ocorra um funcionamento regular do Samu são necessárias no mínimo 20 macas, devido o processo de higienização de cada uma após a conclusão de cada transporte.

Uma alta demanda associada com falta de estrutura obriga os trabalhadores do hospital a não liberar as macas, pois não há leitos e ocorre uma sobrecarga nos atendimentos devido às Unidades Básicas de Saúde estarem também em precárias condições, formando, assim, um ciclo mortal para muitos trabalhadores que dependem do SUS.

“A gente cobra as macas e eles falam que não tem como devolver porque estão servindo de leitos. Isso é uma situação complicada, porque a gente não faz o nosso serviço direito. Estamos vendo que o pacientes estão entrando no Hospital de Emergência, mas não saem”, denuncia Donato Farias.

Os trabalhadores do Samu denunciam, além da falta de estrutura, a falta de funcionários que ocasiona sobrecarga de trabalho que, em muitas vezes, coloca em risco a vida dos pacientes e dos trabalhadores. Alguns deles chegam a trabalhar com o dobro da escala permitida, condições que estão em desacordo até mesmo com as normas do Ministério da Saúde.

“Melhorar o sistema. Mais médicos, mais técnicos, atendentes, rádio operadores, administrativo. Reivindicamos em todas as áreas, temos três médicos ao invés de cinco. Um rádio operador a cada 12 horas, sendo que ele trabalha seis e só um farmacêutico”, exige o presidente da Associação dos trabalhadores do Samu no Amapá, Cleiser Ruan Souza.

Por sua vez, o trabalhador Lucas Duarte, diretor do Hospital de Emergência, denuncia as precárias condições do prédio. “Estamos numa estrutura de 50 anos e não temos onde criar novas enfermarias e leitos. Temos uma alta demanda, principalmente de vítimas de trauma. Esse é o principal motivo da permanência de muitos pacientes”.

No mês passado, março, houve um grave acidente no bairro de Congós por conta da precarização do Samu. O paciente teve que ser atendido pelo Corpo de Bombeiros Militar após aguardar mais de 40 minutos sem atendimento, demora que pode ocasionar até mesmo a morte.

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